terça-feira, 28 de junho de 2011

Projeto Tartarugas do Delta será lançado oficialmente em julho


A Comissão Ilha Ativa – CIA, divulgou na imprensa sobre o evento de lançamento oficial do Projeto Tartarugas do Delta patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental.

O Tartarugas do Delta realiza o trabalho de conservação ambiental de tartarugas marinhas na região litorânea do Piauí, bem como na Ilha dos Poldros no Delta do Parnaíba.

O evento será realizado dia 04 de julho de 2011 às 18h30 no Sesc Praia na cidade de Luís Correia, litoral do Piauí.

Fonte: tartarugasdodelta.org.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

REAPI pede proteção de vida para ambientalista piauiense

Presidente da FURPA, ambientalista Francisco Soares

Diante da invasão, na tarde de ontem, dia 20,  por três elementos fortemente armados na residência do ambientalista Francisco Soares, presidente da Fundação Rio Parnaíba-FURPA, e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, a Rede Ambiental do Piauí-REAPI, vem a público denunciar que o ambientalista, que no momento não se encontrava em casa, foi vítima de uma tentativa de assassinato, devido o comportamento dos indivíduos, que uma vez no interior da residência,  limitaram-se a procurá-lo, como não o encontraram,  saíram em busca de documentos. Quarenta minutos depois, saíram sem nada levaram como fruto de roubo.

Desde 2007  Soares vem promovendo fortes denuncias de crimes ambientais no CONAMA, como  os desmatamentos irregulares, as carvoarias e a grilagem de terras no Sul do Estado, na região da Serra Vermelha. Semana passada, a Ministra do  Meio Ambiente, Izabela Teixeira, determinou o enviou da Polícia Federal e fiscais do Ibama e Instituto Chico Mendes-ICMBio, a região, para apurar os crimes denunciados pelo o Ambientalista. O que pode ter contribuindo  para desagradar os exploradores da região. 

Diante da situação, a REAPI, através das entidades que a compõem está solicitando ao Ministério do Meio Ambiente, Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, proteção e segurança de vida ao ambientalista.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Bioanálise investe em tecnologia visando o meio ambiente


O laboratório Bioanálise sempre investe em novas tecnologias procurando oferecer cada vez mais conforto e segurança no atendimento dos seus clientes, e desta vez inova com responsabilidade socioambiental visando o futuro do planeta. Recentemente foram instalados em todas as unidades da Bioanálise filtros capacitivos, que protegem a rede elétrica dos laboratórios, e reduzem o consumo de energia.

A tecnologia dos filtros capacitivos foi adquirida através da empresa EconomicLuz, e visa proteger a rede elétrica melhorando também o funcionamento dos equipamentos, e consequentemente, obtendo a redução do consumo energia colaborando assim com o meio ambiente.

Vale destacar que além da redução no consumo de energia a Bioanálise reduziu a queima de lâmpadas e diversos outros equipamentos que poderiam estar sendo danificados pelas distorções na energia, e consequentemente, virando lixo eletrônico.

Além do prejuízo material estes equipamentos danificados, ou queimados, se transformariam em resíduos sólidos, hoje considerados um grave problema mundial, pois neles estão contidos diversos produtos químicos nocivos a saúde.

A Bioanálise ainda irá receber nos próximos dias um “Certificado de Empresa Amiga do Meio Ambiente”, o qual será disponibilizado pela Rede Ambiental do Piauí – REAPI em parceria com a Economicluz.

Energia e Florestas

Em 2011 está sendo comemorado o Ano Internacional das Floresta, promovido pela Organização das Nações Unidas - ONU. No Brasil, grande parte da energia elétrica produzida está diretamente ligada às hidrelétricas espalhadas pelo país,e contudo, há problemas ambientais acerca dessa produção de energia em específico, como a devastação de grandes áreas de terra e plantação para a construção de represas. Isso já se torna um problema comum da produção de energia em relação à preservação do meio ambiente. No entanto, medidas que reduzam o consumo são importantes para o planeta.

sábado, 18 de junho de 2011

Piauí está entre os três Estados que mais desmatam a Caatinga


Segundo levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (IBAMA), os Estados da Bahia, Ceará e Piauí lideram os desmatamentos do bioma Caatinga no Brasil.



De acordo com a pesquisa, divulgada nesta semana, entre os anos de 2008 e 2009, essa unidade biológica exclusivamente brasileira perdeu 1.921 km² de vegetação nativa. Essa área é equivalente a 200 campos de futebol.O bioma está presente em 10 Estados brasileiros: Bahia, Paraíba, do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no norte de Minas Gerais. 
A Caatinga está presente em 11% do território nacional.Juntos, Bahia, Ceará e Piauí respondem por 77% das perdas dessa vegetação no período analisado. A Caatinga vem sendo extinta pelas constantes explorações ilegais de madeira para a produção de carvão e pela vulnerabilidade do bioma às mudanças climáticas.

Um levantamento recente aponta que a vegetação perdeu cerca de 46% da vegetação original. Muitas áreas que registram a presença da Caatinga também correm risco de entrar em processo de desertificação.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bioanálise apóia exposição fotográfica Bio Piauí

Por Dionísio Neto
Preocupada com questão ecológica local a empresa Bioanálise apóia a “Exposição Fotográfica Bio Piauí”, realizada pela Rede Ambiental do Piauí – REAPI, que traz imagens das belezas e da destruição da biodiversidade que acontece no Piauí. As fotografias já percorreram São Paulo, e estão sendo expostas em diversos locais de Teresina.

A importância da exposição tem como foco despertar a importância da preservação, e bem como a utilização racional de nossos ecossistemas durante a Semana do Meio Ambiente, e também em comemoração ao Ano Internacional das Florestas em 2011, segundo a ONU.

A exposição fotográfica revela a destruição dos ecossistemas piauienses, ela começou em São Paulo, no Parque Ibirapuera, dentro da programação do evento “Viva Mata”, entre os dias 20 e 22 de maio, sendo vista por mais de 30 mil visitantes.

Na capital Teresina a exposição já percorreu o Complexo Ponte Estaiada, Parque da Cidade e atenderá a pedido de universidades e escolas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.

Secretário de Educação-SC condenado por Marketing Verde

 O juiz Roberto Lepper, em exercício na 1ª Vara da Fazenda Pública de Joinville, condenou o ex-prefeito da cidade e atual secretário de Educação do Estado de Santa Catarina, Marco Antônio Tebaldi, por improbidade administrativa, nesta segunda-feira (13/6). Da sentença cabe recurso. Ao julgar duas ações conjuntas, uma proposta por um cidadão joinvilense e outra pelo Ministério Público, o juiz reconheceu que o então prefeito da maior cidade catarinense utilizou dinheiro público para promoção pessoal.

    Segundo o que consta no processo, no ano de 2003, a prefeitura de Joinville, por meio da Fundação Municipal de Esportes, encomendou e distribuiu 8 mil panfletos "educativos" para promover o projeto "Jovem Cidadão", cujo objetivo era buscar a despoluição do rio Cachoeira, que corta a área central da cidade. No entanto, os panfletos foram ilustrados com menções ao então prefeito, inclusive com o nome de Marco Tebaldi gravado no material, prática que é expressamente vedada pela Constituição Federal.

   "Ao direcionar os serviços e recursos públicos para a satisfação de objetivos pessoais, promovendo o próprio nome perante os eleitores, o réu deu as costas ao anseio popular e, ao invés de fazer bom uso dos sempre parcos recursos públicos, gastou parte deles para firmar sua imagem como político", sublinhou o magistrado em sua sentença, linhas antes de concluir que "a má-versação das verbas recebidas, que acabaram financiando a impressão de milhares de panfletos estampados com o nome do então Prefeito, configura inegável lesão ao patrimônio público, pelo próprio desvirtuamento do fim a que se destinavam" (Autos n. 03804005298-0).

Eleita nova coordenação nacional do FBOMS durante XX Encontro Nacional

Por REAPI e FBOMS

Cerca de 50 organizações do Brasil inteiro participaram do XX Encontro Nacional do FBOMS, em que a nova coordenação nacional e o comitê de força tarefa para a Rio+20 foram eleitos.

Entidades do Brasil inteiro reuniram em Brasília-DF, nos últimos dias 13 e 14, para XX Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS).

Participaram do evento cerca de 50 representantes de organizações da sociedade civil e movimentos sociais, com o objetivo principal de mapear os problemas, desafios e estratégias de trabalho do Fórum.

O FBOMS foi criado em 1990 visando facilitar a participação da sociedade civil em todo o processo da Rio-92. Após a conferência os membros do FBOMS decidiram dar continuidade na perspectiva de consolidação do espaço de articulação existente. Desde então, seu papel fundamental tem sido o de englobar diversos movimentos socioambientais atuando com espaço de interlocução política nas diversas instâncias governamentais e também garantir a participação da sociedade civil nos conselhos nacionais e internacionais.

A pauta da reunião teve como temas norteadores o debate da Rio+20, marco regulatório e processos organizativos. Além disso, assuntos como regras de atuação, papel da comunicação, temas prioritários para articulação e caminhos para o fortalecimento do movimento socioambiental brasileiro são questões adjacentes tratados dentro dos grandes eixos.

Ainda durante o encontro houve a eleição da nova coordenação nacional do FBOMS, em que oito entidades foram eleitas: Vitae Civilis, representando o sudeste, Mater Natura, representando a região sul, GTA e Comvida, o norte, Fundação Esquel, representando o Centro Oeste, a ASPOAN e Terra Azul, do nordeste e, por fim, o MAB nacional que está esperando uma deliberação da direção.

Além disso, foi criado um comitê de força tarefa para auxiliar na organização da Rio+20. Farão parte dessa comissão o Instituto Socioambiental (ISA), Rede Ambiental do Piauí (Reapi), Assembléia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (Apedema), Instituto Ipanema, Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma) e o Centro de Estudos Ambientais (Cea).

Foi anunciado também que o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e o Vitae Civilis – Instituto para o Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz farão parte da secretaria executiva do Comitê Facilitador da sociedade civil da Rio+20.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Em pesquisa Datafolha, plantações e pecuária em Áreas de Preservação Permanente (APPs) são rejeitadas por 95%

Publicado por EcoDebate, 13/06/2011

Plantação em margem de rio é rejeitada por 95% – Pesquisa sobre reforma do Código Florestal mostra também que 79% aprovam veto da presidente Dilma à proposta aprovada na Câmara

Pesquisa sobre a reforma do Código Florestal feita pelo Datafolha com 1.286 pessoas aponta que 95% dos entrevistados não aceitam manter plantações e a pecuária existentes hoje em Áreas de Preservação Permanente (APPs), como encostas íngremes, topos de morro e margens de rios. Reportagem de Afra Balazina e Andrea Vialli, em O Estado de S.Paulo.

O estudo para medir o que a população pensa sobre o projeto do novo Código Florestal – aprovado na Câmara em maio -, foi encomendado por seis ONGs ambientalistas: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental, Fundação SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil.

Segundo a pesquisa, 77% das pessoas avaliam que o Senado deveria parar para ouvir os cientistas antes de votar a questão. E 20% consideram que o Código deveria ser votado imediatamente para resolver o problema das multas. Hoje, produtores que desmataram tiveram a cobrança das multas adiada até que o projeto seja votado.

No levantamento, 79% dos entrevistados apoiam o eventual veto da presidente Dilma Rousseff, caso o Senado aprove a mesma proposta aceita pela Câmara. A presidente já afirmou ser contra a anistia para quem desmatou – o projeto prevê o perdão para quem cortou a mata até julho de 2008.

Um total de 45% dizem que devem ser perdoados apenas aqueles que concordarem em repor a vegetação desmatada. E 48% avaliam que quem desmatou deve ser punido de qualquer forma para dar exemplo para as gerações futuras. Apenas 5% dos ouvidos consideram que todos devem ser perdoados, sem necessidade de repor a vegetação, pois o fizeram para produzir.

Na opinião da maioria das pessoas ouvidas pela pesquisa (85%), o País deve priorizar a proteção das florestas.

“Insignificante”. Para Assuero Doca Veronez, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), essa pesquisa “encomendada por ONGs significa pouco” e tem baixa influência para a decisão do Senado. Segundo ele, a pesquisa deveria ter incluído nas perguntas se as pessoas estavam dispostas a pagar mais pelos alimentos no caso de o produtor ser obrigado a restaurar as áreas ocupadas.

Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, afirma que a pesquisa indica que os brasileiros estão atentos à questão. “Os resultados são expressivos e mostram uma grande contradição entre o País real e o País que legisla na Câmara dos Deputados”, diz.

Embora apenas 7% da amostra seja composta por residentes da área rural, ele diz que isso não influenciou o resultado da pesquisa. “Em termos de conteúdo, não há grandes diferenças entre a opinião das pessoas que vivem no meio rural e no meio urbano”, diz. Como exemplo, 66% dos entrevistados defendem que sejam mantidas apenas as atividades agropecuárias que segurem o solo e não representem riscos de acidentes. No meio rural, a taxa sobe para 68%.

Florestas x produção

85% das pessoas ouvidas pela pesquisa Datafolha consideram que se deve priorizar a proteção de florestas

10% afirmam que se deve priorizar a produção e 5% dizem não saber

PARA ENTENDER
Pesquisa ouviu 1.286 pessoas

A pesquisa Datafolha sobre o Código Florestal foi realizada com 1.286 pessoas, entre os dias 3 e 7 de junho. A pesquisa teve abrangência nacional, incluindo áreas urbanas e rurais, e o universo pesquisado foi de pessoas com 16 anos ou mais, com telefone fixo para posterior checagem. A maioria (93%) reside em áreas urbanas, 59% na Região Sudeste, 33% estão na faixa etária entre 16 e 29 anos, 44% concluíram o ensino médio e 25% têm rendimentos de até dois salários mínimos mensais.

A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos porcentuais.

terça-feira, 7 de junho de 2011

No Piauí, meio ambiente está sob controle da motosserra

Um embate entre ambientalistas e ruralistas que retarda a votação do projeto de lei que atualiza o Código Florestal é a definição se os Estados poderão conceder licenças ambientais para a exploração de Áreas de Proteção Permanente (APPs) ou se o ato será exclusivo do Governo Federal.

No Piauí, carvoarias atuam licenciadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o que, para o deputado Paes Landim (PTB-PI), demonstra a "absurdidade de se imaginar a entrega aos Estados da licença ambiental". Ele é o único ambientalista da bancada piauiense.

Ontem (19/5/11), na tribuna, Paes Landim saiu em defesa da proposta que impede uma possível farra das motosserras Brasil afora: "No meu entender, entregar aos Estados a prerrogativa da regularização ambiental é um ato de loucura. A questão ambiental não é somente um problema federativo, mas é problema internacional. Tem que estar afeto à União, que tem interlocução com outros Estados, bem como com a comunidade internacional. Pergunta-se como certos governadores de alguns Estados, latifundiários, fazendeiros ou industriais, vão dar licença ambiental para áreas se eles têm interesse, talvez, na sua não proteção."

O deputado concorda com o aviso da presidenta Dilma Rousseff (PT) aos agropecuaristas: vetará a permissão aos Estados de conceder licenças ambientais à vontade. "Ela está muito certa em exigir que essas licenças de regularização ambiental não passem pelos Estados", disse.
O exemplo vem de casa, apontou, fazendo a leitura de reportagem da Globo News com o título "Mata Atlântica do Piauí vira carvão".
Carvoarias instaladas na Serra Vermelha (foto: divulgação)
O que carvão tem a ver com desenvolvimento? Paes Landim recorreu à reportagem que levou à tribuna: "No Piauí carvoarias desrespeitam a lei e com a conivência de quem deveria proteger a floresta (na região da Serra Vermelha). As carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. Mesmo as instaladas dentro da Mata Atlântica. Repito: as carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. O único escritório do Ibama no local tem dois fiscais e uma área do tamanho de Sergipe para dar conta. Tem muita produção ilegal e o Ibama não dá conta."

O carvão produzido com as matas do Piauí abastece principalmente as siderúrigas instaladas em Minas Gerais. Alguma coisa fica no próprio Estado. Paes Landim enfatizou que a produção é "legal e ilegal", mas a Secretaria do Meio Ambiente "não reconhece a área onde estão instaladas as carvoarias como de Mata Atlântica". O deputado desabafou: "Estamos na marcha da insensatez para a desertificação. O desastre ambiental (no sul do Piauí) é fantástico. Daqui a 20 anos, quem sabe, as novas gerações vão conhecer o cerrado por fotografia."

As siderúrgicas que respeitam o meio ambiente consomem carvão legal de florestas de eucalipto. "O mundo hoje exige ferro gusa verde, de floresta certificada", reproduziu trecho da reportagem da Globo News para reforçar sua indignação com o que vem acontecendo com o Piauí, desmatado com o apoio de quem deveria primeiro agir em defesa da preservação.

Ele pediu à Ministro do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que vá ao Piauí ver com os próprios olhos "o abuso que tem sido praticado no cerrado" e o descaso do Governo Federal com os parques nacionais.

Apelo na tribuna à Ministra do Meio Ambiente: "Veja a situação dos parques, da Serra da Capivara, o mais bem cuidado do Brasil, mas que, há muito tempo, está sem receber recursos do Governo Federal; o Parque Nacional da Serra das Confusões, não implantado ainda, e o Parque das Nascentes, onde nasce o Rio Parnaiba, que é uma mostra do descaso governamental, porque suas matas ciliares estão destruídas, há um asssoreamento fantástico e sua biodiversidade, uma das mais ricas do Brasil, está praticamente toda destruída."

O deputado irá requerer à presidência da Casa a criação de uma comissão externa para visitar a área do cerrado e o Parque Nacional Serra da Capivara, "para se ter uma ideia de como, nos distantes sertões do nosso Brasil, no nosso distante cerrado do Piauí, infelizmente, se a cobertura da imprensa, os crimes ambientais estão lá a surgir à luz do dia".

Segundo Paes Landim, se o seu Piauí estivesse na Região Sul o desastre ambiental denunciado pela Globo News, "com fotografias dantescas da carvoaria, com a destruição da nossa floresta", alguma providência já teria sido tomada em Brasília pelo governo e pelo Ministério Público Federal.

Fonte: Acesse Piauí

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Procurador da República apura irregularidades na ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões

O Procurador Alexandre Assunção e Silva converteu o Procedimento Administrativo em Inquérito Civil Público, através da Portaria nº94/PR/PI-GAB/AA, de 01 de junho de 2011.

GIL SOBREIRA DO GP1

O Ministério Público Federal no Piauí vai investigar irregularidades na aquisição de terras para a ampliação do Parque Nacional da Serra das Confusões. O Procurador da República, Alexandre Assunção e Silva, converteu o Procedimento Administrativo instaurado a partir de representação da Fundação Rio Parnaíba, em Inquérito Civil Público, através da Portaria nº94/PR/PI-GAB/AA, de 01 de junho de 2011. O parque nacional, que já conta com 502 mi hectares, não abrange a área mais importante da região e que é motivo de diversas campanhas de ambientalistas.

O CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou, nos dias 30 e 31 de março, uma moção requerendo do Instituto Chico Mendes explicações acerca da ampliação do parque, sem a inclusão da Serra Vermelha, considerada a mais rica em biodiversidade. A ampliação foi de cerca de 300 mil hectares. 

Segundo o CONAMA, a área foi super avaliada já que na região 1 (um) hectare é vendido por apenas 100 reais e o Governo Federal está pagando 5 vezes mais, cerca de 500 reais por hectare para proteger quase nada pois estas áreas já são protegidas por lei e não precisaria o Instituto Chico Mendes comprar sem contrapartida do Estado, que não tem como comprovar que é proprietário dessas terras que vendeu ao Instituto Chico Mendes e Ministério do Meio Ambiente

domingo, 5 de junho de 2011

Ministério Público ingressa com ação civil pública contra licenciamento ambiental da fábrica da Suzano

A 30ª Promotoria de Justiça, com o auxílio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, ingressou, no último dia 24 de maio, com Ação Civil Pública junto à Justiça Federal em desfavor da empresa Suzano Papel e Celulose S.A, Estado do Piauí e IBAMA a fim de obter, em sede de tutela antecipada, que seja determinada a suspensão imediata do licenciamento ambiental da Unidade Industrial de Produção de Celulose e Papel da Suzano S.A no Estado do Piauí pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) até decisão final, e que seja declarado o IBAMA como o órgão ambiental responsável pelo licenciamento ambiental da Unidade Industrial, em face dos impactos ambientais regionais do empreendimento.

No mérito, requereu, em síntese, que: a) seja declarado o IBAMA como o órgão ambiental responsável pelo licenciamento ambiental da Unidade Industrial de Produção de Celulose e Papel da Suzano S.A no Estado do Piauí, em face dos impactos ambientais regionais do empreendimento; b) sejam declaradas nulas quaisquer licenças ambientais eventualmente concedidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMAR em favor do empreendimento; c) seja determinado ao IBAMA que assuma o licenciamento ambiental do empreendimento; d) seja determinado à empresa Suzano Papel e Celulose S.A a complementação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a fim de delimitar a Área de Influência Direta (AID) e os impactos ambientais aptos a alcançarem municípios no Estado do Maranhão, bem como complementar as informações prestadas, conjugando os possíveis impactos ambientais a serem gerados ou agravados pela implantação do Aproveitamento Hidrelétrico Castelhano, no município de Palmeirais, assim como os demais Aproveitamentos Hidrelétricos a serem implantados no Município de Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Amarante e Floriano; e) seja determinado ao IBAMA a realização de novas Audiências Públicas nos Municípios atingidos pelos impactos ambientais do empreendimento, nos Estados do Piauí e Maranhão.

O ingresso com a citada Ação Civil Pública foi motivado por constatações de ordem técnica que levaram o Órgão Ministerial a pugnar para que a responsabilidade pelo licenciamento ambiental do empreendimento Suzano Papel e Celulose S.A seja conduzido pelo IBAMA, e não pela SEMAR, uma vez que os impactos ambientais diretos ultrapassam os limites territoriais do Estado do Piauí, pois os efluentes gerados pela fábrica, mesmo que tratados, serão diretamente lançados no Rio Parnaíba. Em caso de acidente ambiental provocado pela indústria, as conseqüências do dano incidirão sobre toda a população a jusante da unidade fabril, portanto sobre aqueles que vivem no Piauí e no Maranhão.

Frise-se que houve também a participação do MPF na interposição da ACP, em litisconsórcio ativo.

Texto: Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente
Edição: Assessoria de Imprensa ( imprensa@mp.pi.gov.br )

REAPI realiza a exposição fotográfica Bio Piauí em Teresina e Oeiras

Exposição no Parque da Cidade contou com 500 visitantes.
A Rede Ambiental do Piauí – REAPI realiza durante a Semana do Meio Ambiente a Exposição Fotográfica Bio Piauí, nas cidades de Teresina e Oeiras. A atividade teve início neste sábado e irá percorrer escolas, praças, eventos importantes da capital e terá encerramento em Oeiras.
A exposição visa conscientizar a população e tem como foco a educação ambiental, trás as belezas do Piauí bem como a destruição que ameaça as florestas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.
Atuando em todo o Piauí a REAPI vem trabalhando na promoção da Educação Ambiental como um instrumento que requer a participação da sociedade nas discussões sobre a problemática ambiental nas mais diversas regiões com o intuído de reverter ou se não minimizar os impactos ambientais vigentes. A exposição conta com o apoio da empresa Bioanálise e será encerrada na Semana do Meio Ambiente no próximo sábado (05) em Oeiras.
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REAPI e Arquidiocese de Teresina reforçam a defesa pelas florestas


Em uma ação conjunta a Arquidiocese de Teresina juntamente com a Rede Ambiental do Piauí – REAPI, realizaram no dia 01 de junho, no complexo ponte Estaiada, a Celebração pela Vida, um ato em defesa do meio ambiente, especialmente, das florestas piauienses.

O evento contou com a presença de autoridades religiosas, dos movimentos sociais, ambientais e políticas, vale destacar a presença do Bispo Dom Sérgio, que fez um discurso forte cobrando posicionamento dos nossos governantes na defesa de nossas florestas.

Durante o evento foi apresentado um abaixo assinado em defesa das florestas do Piauí, especialmente, as que se encontram protegidas pela Lei 11.428, que é a Lei da Mata Atlântica, e o Piauí possui as florestas estacionais deciduais e semideciduais que  se enquadram no mapa da área de aplicação desta Lei. O documento será entregue ao governador.

Diversas atividades culturais como apresentação do Grupo Valor, Balé de Teresina e peças musicais encantaram as mais de 400 pessoas ali presentes com mensagens de preservação do meio ambiente.