quarta-feira, 25 de maio de 2011

REAPI divulga em São Paulo imagens da devastação no Piauí

Foto: Margareth Leite

 Uma exposição fotográfica revelando a destruição dos ecossistemas piauiense causou indignação nas mais de 30 mil pessoas que visitaram o estande do Piauí, no Parque Ibirapuera em São Paulo, dentro da programação do “Viva Mata”, evento da ONG SOS Mata Atlântica, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 passados reunindo mais de 90 visitantes.

Além da exposição à REAPI coletou milhares de assinaturas contra a instalação de carvoarias no Sul do Estado instaladas com a autorização da Secretaria Estadual do Meio Ambiente-SEMAR. As assinaturas serão entregues a Ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira e ao Governador Wilson Martins, pedindo a paralisação do desmatamento e o respeito à Lei 11.428, conhecida como a Lei da Mata Atlântica.

Ainda no Viva a Mata a coordenadora geral da REAPI, Tânia Martins, proferiu uma palestra sobre a rota da destruição da natureza no estado e exibiu uma reportagem sobre a produção irregular de carvão que foi ao ar dia 15 último pela Globo News que denuncia o crime que vem ocorrendo Sul do Piauí onde, diariamente saem 20 toneladas de carvão com e sem autorização ambiental para alimentar os fornos das siderúrgicas de Minas Gerais.

Foto: Margareth Leite
Segundo a coordenadora da Reapi, centenas de ONGs de todo o país se colocaram a disposição para formar uma frente de resistência a fim mudar o quadro atual e, se possível, enfrentar governo e empresários in loco. “O que mais impressionou os ambientalistas no evento foi ver a quantidade de carvão vegetal produzido a partir da mata nativa, colocando em risco milhares de espécies ainda desconhecida e, principalmente, se preocuparam com a questão do clima, por está o Piauí no semi-árido, conseqüentemente, na rota do aquecimento global e mais propicio a desertificação”, informou. 

Pessoas como o ex-deputado federal Fábio Feldman criador da Lei da Mata Atlântica, Marina Silva, Paulo Nogueira Neto, primeiro ministro do Meio Ambiente, Roberto Klabin, presidente do Conselho da SOS Mata Atlântica e toda a diretoria da ONG foi solidária a REAPI e se colocaram a disposição para colaborar e a fim de por fim aos desmandos patrocinado pelo o Governo do Piauí.

Foto: Margareth Leite
A mobilização segue com a campanha da coleta de assinaturas que será feita pelo Avaaz, uma rede de campanha global de assinaturas com mais de oito milhões adeptos em todo mundo.

Dia de Mobilização

No próximo dia 1° em parceria com a coordenação da Campanha da Fraternidade, da Igreja Católica, a REAPI estará realizando uma mobilização para coleta de assinaturas e uma Celebração Pela Vida que ocorrerá na área urbanizada da Ponte Estaíada na Avenida Raul Lopes.

Na oportunidade vários artistas como o Valor de PI, Orquestra Sinfônica de Teresina, Balé da Cidade, Coral Infantil, entre outros, farão participação especial. Haverá ainda plantio de mudas por crianças e distribuição para o público presente.

terça-feira, 17 de maio de 2011

#SOSUESPI: Ritmo da CRISE



Wilson ficou fraco
UESPI jogou criptonita
Antonio José e Welligton
Roubaram a educação do Átila Lira!

UESPI injustiçada toda arrasada
Agora só tem uma saída

Foge, foge Átila Lira... Foge, Foge com o Wilson Martins! (4x)

Você é estraga a minha UESPI e eu
Sou estudanteman
No descaso aqui do leva eu
Quero estudar meu bem! (2x)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Globo News Especial destaca produção irregular de carvão no Piauí

Devido à produção sem controle das carvoarias clandestinas, o meio ambiente acabou sofrendo as consequências. Com isso, houve a seca de nascentes e a diminuição de grandes lagoas naturais.

http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-especial/v/producao-irregular-de-carvao-prejudica-o-meio-ambiente/1510055/


Arquidiocese de Teresina e REAPI lançam campanha em defesa das florestas

A Campanha da Fraternidade de 2011 é voltada para o meio ambiente e tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta, e a Arquidiocese de Teresina com o apoio da Rede Ambiental do Piauí – REAPI, realizam a Celebração pela Vida no Planeta, no próximo dia 01 de junho, no Complexo Ponte Estaiada, ás 17h, e lançam abaixo- assinado em defesa das florestas do Piauí.

Com o lema “A Criação Geme Com Dores de Parto” o tema ambiental da Campanha de 2011 toma de conta dos religiosos. A Igreja irá distribuir em todas as suas paróquias um abaixo-assinado pedindo que seja a cumprida a Lei 11.428, que protege florestas existentes no Piauí relacionadas ao Bioma da Mata Atlântica.

A mobilização é fruto de uma ação coletiva que visa a preservação do meio ambiente para as gerações futuras. A atividade, motivada pela fé, desperta uma consciência ecológica na população. A celebração será realizada pelo bispo, Dom Sérgio, e é aberta para toda a população teresinense.

Confira o abaixo-assinado:



sábado, 14 de maio de 2011

Conheça um pica-pau que sumiu por 80 anos e está ameaçado de extinção


  • O pica-pau-do-parnaíba foi descoberto em 1926, na região do rio Parnaíba, e ficou 80 anos sem ser visto
    O pica-pau-do-parnaíba foi descoberto em 1926, na região do rio Parnaíba, e ficou 80 anos sem ser visto
Aquele pica-pau da TV, azul e com topete vermelho, certamente você conhece. Mas já ouviu falar do pica-pau-do-parnaíba? Ele não é tão conhecido, mas está bastante ameaçado. Para você ter uma ideia, os pesquisadores ficaram 80 anos sem ver nenhum animal desta espécie.
Com o nome científico de Celeus obrieni, a ave foi descoberta em 1926, em Uruçuí, no sul do Piauí, na região do rio Parnaíba. Ela não foi mais vista depois deste primeiro registro e até chegaram a pensar que estaria extinta. Até que um grupo de pesquisadores “redescobriu” o animal em 2006, em Goiatins, nordeste do estado do Tocantins.
Nativa do Cerrado, a espécie ainda foi encontrada nos estados de Goiás, Mato Grosso e Maranhão. Desde 2007, uma equipe de pesquisadores desenvolve um estudo sobre o pica-pau-do-parnaíba para descobrir seus hábitos e preferências, além de visitar as áreas onde o animal foi visto. Tudo isso é para conhecer melhor a ave e saber como protegê-la, já que ela está muito ameaçada de extinção.
  • Renato Pinheiro/Divulgação
    A ave já foi vista no Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Maranhão
  • Foto: Gabriel Leite/Divulgação
    Ela come formigas que vivem dentro de uma espécie de bambu do Cerrado
A pesquisa é realizada pela Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Renato Torres Pinheiro, responsável técnico pelo projeto, diz que ainda não é possível determinar o tamanho real da população do pica-pau-do-parnaíba no Brasil, mas sabe-se que é pequena.
“Estima-se que haja entre três e seis mil indivíduos da espécie, sendo que as maiores populações estão no estado do Tocantins, onde ainda se encontram as maiores extensões de Cerrado preservado”, explica Pinheiro.
O pica-pau-do-parnaíba alimenta-se quase que exclusivamente de formigas que vivem dentro das hastes da Guadua paniculata, uma espécie de bambu característica do Cerrado. “Apesar de ingerir mais de 20 espécies de formigas diferentes, ele seleciona apenas duas, que compõem 80% de sua dieta”, conta Pinheiro.
O pesquisador também diz que o fato do animal comer um tipo específico de alimento o coloca em risco ainda maior de extinção. “Em Goiás, por exemplo, a situação da espécie é bastante crítica, uma vez que mais de 65% da cobertura vegetal de Cerrado foi destruída no estado”.
A própria espécie contribui com a conservação do meio ambiente. Como a ave se alimenta exclusivamente de formigas, os cientistas acreditam que ela tem uma relação ecológica importante com este grupo, seja alimentando-se e controlando algumas espécies, seja furando as hastes de bambu e permitindo que outras espécies façam uso deste recurso.
No início do ano, a equipe do projeto viu o animal, pela primeira vez, em uma área protegida. A ave foi identificada em uma reserva particular do município de Minaçu, na região norte de Goiás. Em janeiro, os pesquisadores também iniciaram a procura de indivíduos da espécie para captura e marcação com radiotransmissores. Está prevista a marcação de cinco aves, para a identificação de hábitos de vida que ainda não foram registrados.
 Fonte: UOL

Tartaruga gigante é encontrada por pesquisadores no litoral do Piauí

Por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira (13/05), uma tartaruga gigante foi flagrada em processo de desova na praia da Pedra do Sal, em frente a área de praia da Usina Eólica, em Parnaíba, litoral do Piauí. Segundo os biólogos do Projeto Tartarugas do Delta, o animal não possuía nenhuma marcação em anilhas, isso significa que ainda não foi monitorada por nenhum trabalho voltado para esta espécie. A tartaruga mede 1,60m de comprimento e 2,40m de largura.
"Essa espécie pode atingir até 2 metros de comprimento e pesar de 500 a 900 kg", revela a coordenadora técnica do projeto Werlanne Santana. O biólogo Mário Neto ressalta que o Projeto Tartarugas do Delta monitora desde 2007 o período reprodutivo de tartarugas marinhas nesta área, entre os meses de dezembro a julho.
Informações sobre a desova de tartaruga de couro:Dentre todas as espécies de tartaruga marinha, a tartaruga gigante-de-couro (Dermochelys coriacea) apresenta grande distribuição geográfica, porém as suas desovas são restritas às áreas tropicais e subtropicais. No Brasil, o Estado do Espírito Santo é o único local em que ocorrem desovas anuais regulares, sendo observadas desovas aleatórias em outros trechos do litoral brasileiro. 
Entretanto, ao longo do trabalho, realizado pelo Projeto Tartarugas do Delta, pertecente a ONG - Comissão Ilha Ativa que tem patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, a partir de 2007, confirma-se a presença da tartaruga de couro em todas as temporadas reprodutivas, sendo esta, a espécie mais ameaçada de extinção no Brasil.

Fonte: ProParnaíba