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sexta-feira, 2 de março de 2012

Apipa celebra o carnaval dos bichinhos na Avenida Raul Lopes



Para quem brincou o carnaval e pensa que a folia de Momo já acabou, a Apipa (Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais) tem uma surpresa. No próximo domingo, dia 04 de março, a partir das 16h, será realizado o I CãoNarval, onde os bichinhos vão cair na folia e os amantes dos animais poderão se divertir e ajudar a sede da Apipa a continuar salvando vidas. A concentração do evento será realizada no campinho ao lado da Ponte Estaiada e contará com carro de som para animar os foliões.

De acordo com a vice-presidente da Associação, Isabel Moura, o I CãoNarval é um evento de confraternização, onde as pessoas que amam animais podem levar seus bichinhos de estimação para passear e entrar em contato com outros cachorros ou gatos. “Além da confraternização, pedimos que aos participantes do evento levem algum tipo de doação para a ajudar a manter a sede da Apipa. Sempre estamos precisando de ração e material de limpeza”, revela Isabel.

Isabel lembra ainda que durante o I CãoNarval, os donos devem levar sacos plásticos para limpar a sujeira de seus bichinhos, além de vasilhas com água para hidratar os animais.

A Apipa conta atualmente com 68 cães e mais de 300 gatos abrigados em sua sede física e possui cinco cães e quatro gatos em tratamento nas clínicas veterinárias Criar e Animal´s, além de diversos animais em recuperação hospedados em lares temporários de protetores voluntários. Os animais da Apipa estão disponíveis para adoção, sendo que os interessados devem apenas assinar um termo de responsabilidade no ato da adoção se comprometendo com o bem-estar do animal adotado.

“Além de incentivar a adoção dos animais que estão hoje no abrigo da Apipa, nós estamos querendo selecionar voluntários para que possam passear com os cães ou com os gatinhos. A rotina deles é muito estressante, há muito animais na nossa sede e o espaço fica reduzido. Quem quiser ajudar pode passar na sede da Apipa e se disponibilizar a levar algum animal para um passeio”, conta a vice-presidente da Associação.

“Contamos com a ajuda de sócios e muitos voluntários, mas ainda há espaço para mais ajuda. Quem quiser contribuir pode entrar em contato conosco, pelo telefone 9951-0201, ou pela nossa Fan Page no Facebook”, conclui Isabel Moura.







Fonte: Facebook APIPA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Multidão faz caminhada contra a crueldade com animais em Teresina

Cerca de 800 pessoas participam de protesto em defesa dos animais na tarde deste último domingo (22) em Teresina. A ação ocorreu na Avenida Raul Lopes, com uma caminhada que partiu da Ponte Estaiada. Diversas manifestações aconteceram neste domingo (22) em 24 Estados do país, além de cidades norte-americanas como San Diego, Miami e Nova York.

Organizado no Piauí pela Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), o movimento "Contra a a Crueldade com Animais" chamou a atenção para a impunidade nos casos de maus-tratos contra animais domésticos e silvestres. Além de exigir das autoridades brasileiras mais rigor nas punições aplicadas.

A Apipa defende a criação de uma Delegacia de Proteção Animal. Uma petição pública online é endereçada ao governador do Piauí, Wilson Martins, já reuniu quase 2 mil assinaturas.








segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mais de '40 filhotes' de tartarugas gigantes nasceram no litoral do PI

Na madrugada deste domingo, dia 24, os técnicos do Projeto Tartarugas do Delta acompanharam o nascimento de mais de 40 Tartarugas de Couro ou Tartaruga Gigante na praia da Pedra do Sal em Parnaíba, litoral do Piauí. A saída dos filhotes do ninho durou cerca de duas horas, após a eclosão os biólogos do Tartarugas do Delta conduziram os animais até o mar onde foi realizada a soltura.



Para a coordenadora técnica do projeto, bióloga Werlanne Santana, o número de Tartarugas de Couro que nasceu durante a madrugada pode ser considerado um fenômeno bastante positivo porque a destruição dos locais de desova e a baixa taxa de sobrevivência das tartaruguinhas recém-nascidas torna esta espécie a mais ameaçada de extinção.

“Em virtude da complexidade da Tartaruga de Couro e pela baixíssima natalidade desse animal se comparado com outras espécies, ter o nascimento de mais de 40 filhotes na praia da Pedra do Sal nos deixa muito animados com o trabalho que estamos realizando”, explicou a bióloga.


A Tartaruga de Couro ou Gigante é o símbolo do projeto piauiense patrocinado pela Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, o animal pode chegar a medir dois metros de comprimento de casco, pesar 900 quilos e viver em média um séculos. A praia da Pedra do Sal em Parnaíba é a principal área de reprodução da Tartaruga de Couro no litoral do Piauí.

sábado, 18 de junho de 2011

Piauí está entre os três Estados que mais desmatam a Caatinga


Segundo levantamento do Centro de Sensoriamento Remoto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (IBAMA), os Estados da Bahia, Ceará e Piauí lideram os desmatamentos do bioma Caatinga no Brasil.



De acordo com a pesquisa, divulgada nesta semana, entre os anos de 2008 e 2009, essa unidade biológica exclusivamente brasileira perdeu 1.921 km² de vegetação nativa. Essa área é equivalente a 200 campos de futebol.O bioma está presente em 10 Estados brasileiros: Bahia, Paraíba, do Maranhão, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e no norte de Minas Gerais. 
A Caatinga está presente em 11% do território nacional.Juntos, Bahia, Ceará e Piauí respondem por 77% das perdas dessa vegetação no período analisado. A Caatinga vem sendo extinta pelas constantes explorações ilegais de madeira para a produção de carvão e pela vulnerabilidade do bioma às mudanças climáticas.

Um levantamento recente aponta que a vegetação perdeu cerca de 46% da vegetação original. Muitas áreas que registram a presença da Caatinga também correm risco de entrar em processo de desertificação.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Bioanálise apóia exposição fotográfica Bio Piauí

Por Dionísio Neto
Preocupada com questão ecológica local a empresa Bioanálise apóia a “Exposição Fotográfica Bio Piauí”, realizada pela Rede Ambiental do Piauí – REAPI, que traz imagens das belezas e da destruição da biodiversidade que acontece no Piauí. As fotografias já percorreram São Paulo, e estão sendo expostas em diversos locais de Teresina.

A importância da exposição tem como foco despertar a importância da preservação, e bem como a utilização racional de nossos ecossistemas durante a Semana do Meio Ambiente, e também em comemoração ao Ano Internacional das Florestas em 2011, segundo a ONU.

A exposição fotográfica revela a destruição dos ecossistemas piauienses, ela começou em São Paulo, no Parque Ibirapuera, dentro da programação do evento “Viva Mata”, entre os dias 20 e 22 de maio, sendo vista por mais de 30 mil visitantes.

Na capital Teresina a exposição já percorreu o Complexo Ponte Estaiada, Parque da Cidade e atenderá a pedido de universidades e escolas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.

terça-feira, 7 de junho de 2011

No Piauí, meio ambiente está sob controle da motosserra

Um embate entre ambientalistas e ruralistas que retarda a votação do projeto de lei que atualiza o Código Florestal é a definição se os Estados poderão conceder licenças ambientais para a exploração de Áreas de Proteção Permanente (APPs) ou se o ato será exclusivo do Governo Federal.

No Piauí, carvoarias atuam licenciadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o que, para o deputado Paes Landim (PTB-PI), demonstra a "absurdidade de se imaginar a entrega aos Estados da licença ambiental". Ele é o único ambientalista da bancada piauiense.

Ontem (19/5/11), na tribuna, Paes Landim saiu em defesa da proposta que impede uma possível farra das motosserras Brasil afora: "No meu entender, entregar aos Estados a prerrogativa da regularização ambiental é um ato de loucura. A questão ambiental não é somente um problema federativo, mas é problema internacional. Tem que estar afeto à União, que tem interlocução com outros Estados, bem como com a comunidade internacional. Pergunta-se como certos governadores de alguns Estados, latifundiários, fazendeiros ou industriais, vão dar licença ambiental para áreas se eles têm interesse, talvez, na sua não proteção."

O deputado concorda com o aviso da presidenta Dilma Rousseff (PT) aos agropecuaristas: vetará a permissão aos Estados de conceder licenças ambientais à vontade. "Ela está muito certa em exigir que essas licenças de regularização ambiental não passem pelos Estados", disse.
O exemplo vem de casa, apontou, fazendo a leitura de reportagem da Globo News com o título "Mata Atlântica do Piauí vira carvão".
Carvoarias instaladas na Serra Vermelha (foto: divulgação)
O que carvão tem a ver com desenvolvimento? Paes Landim recorreu à reportagem que levou à tribuna: "No Piauí carvoarias desrespeitam a lei e com a conivência de quem deveria proteger a floresta (na região da Serra Vermelha). As carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. Mesmo as instaladas dentro da Mata Atlântica. Repito: as carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. O único escritório do Ibama no local tem dois fiscais e uma área do tamanho de Sergipe para dar conta. Tem muita produção ilegal e o Ibama não dá conta."

O carvão produzido com as matas do Piauí abastece principalmente as siderúrigas instaladas em Minas Gerais. Alguma coisa fica no próprio Estado. Paes Landim enfatizou que a produção é "legal e ilegal", mas a Secretaria do Meio Ambiente "não reconhece a área onde estão instaladas as carvoarias como de Mata Atlântica". O deputado desabafou: "Estamos na marcha da insensatez para a desertificação. O desastre ambiental (no sul do Piauí) é fantástico. Daqui a 20 anos, quem sabe, as novas gerações vão conhecer o cerrado por fotografia."

As siderúrgicas que respeitam o meio ambiente consomem carvão legal de florestas de eucalipto. "O mundo hoje exige ferro gusa verde, de floresta certificada", reproduziu trecho da reportagem da Globo News para reforçar sua indignação com o que vem acontecendo com o Piauí, desmatado com o apoio de quem deveria primeiro agir em defesa da preservação.

Ele pediu à Ministro do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que vá ao Piauí ver com os próprios olhos "o abuso que tem sido praticado no cerrado" e o descaso do Governo Federal com os parques nacionais.

Apelo na tribuna à Ministra do Meio Ambiente: "Veja a situação dos parques, da Serra da Capivara, o mais bem cuidado do Brasil, mas que, há muito tempo, está sem receber recursos do Governo Federal; o Parque Nacional da Serra das Confusões, não implantado ainda, e o Parque das Nascentes, onde nasce o Rio Parnaiba, que é uma mostra do descaso governamental, porque suas matas ciliares estão destruídas, há um asssoreamento fantástico e sua biodiversidade, uma das mais ricas do Brasil, está praticamente toda destruída."

O deputado irá requerer à presidência da Casa a criação de uma comissão externa para visitar a área do cerrado e o Parque Nacional Serra da Capivara, "para se ter uma ideia de como, nos distantes sertões do nosso Brasil, no nosso distante cerrado do Piauí, infelizmente, se a cobertura da imprensa, os crimes ambientais estão lá a surgir à luz do dia".

Segundo Paes Landim, se o seu Piauí estivesse na Região Sul o desastre ambiental denunciado pela Globo News, "com fotografias dantescas da carvoaria, com a destruição da nossa floresta", alguma providência já teria sido tomada em Brasília pelo governo e pelo Ministério Público Federal.

Fonte: Acesse Piauí

domingo, 5 de junho de 2011

Ministério Público ingressa com ação civil pública contra licenciamento ambiental da fábrica da Suzano

A 30ª Promotoria de Justiça, com o auxílio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, ingressou, no último dia 24 de maio, com Ação Civil Pública junto à Justiça Federal em desfavor da empresa Suzano Papel e Celulose S.A, Estado do Piauí e IBAMA a fim de obter, em sede de tutela antecipada, que seja determinada a suspensão imediata do licenciamento ambiental da Unidade Industrial de Produção de Celulose e Papel da Suzano S.A no Estado do Piauí pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAR) até decisão final, e que seja declarado o IBAMA como o órgão ambiental responsável pelo licenciamento ambiental da Unidade Industrial, em face dos impactos ambientais regionais do empreendimento.

No mérito, requereu, em síntese, que: a) seja declarado o IBAMA como o órgão ambiental responsável pelo licenciamento ambiental da Unidade Industrial de Produção de Celulose e Papel da Suzano S.A no Estado do Piauí, em face dos impactos ambientais regionais do empreendimento; b) sejam declaradas nulas quaisquer licenças ambientais eventualmente concedidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMAR em favor do empreendimento; c) seja determinado ao IBAMA que assuma o licenciamento ambiental do empreendimento; d) seja determinado à empresa Suzano Papel e Celulose S.A a complementação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), a fim de delimitar a Área de Influência Direta (AID) e os impactos ambientais aptos a alcançarem municípios no Estado do Maranhão, bem como complementar as informações prestadas, conjugando os possíveis impactos ambientais a serem gerados ou agravados pela implantação do Aproveitamento Hidrelétrico Castelhano, no município de Palmeirais, assim como os demais Aproveitamentos Hidrelétricos a serem implantados no Município de Ribeiro Gonçalves, Uruçuí, Amarante e Floriano; e) seja determinado ao IBAMA a realização de novas Audiências Públicas nos Municípios atingidos pelos impactos ambientais do empreendimento, nos Estados do Piauí e Maranhão.

O ingresso com a citada Ação Civil Pública foi motivado por constatações de ordem técnica que levaram o Órgão Ministerial a pugnar para que a responsabilidade pelo licenciamento ambiental do empreendimento Suzano Papel e Celulose S.A seja conduzido pelo IBAMA, e não pela SEMAR, uma vez que os impactos ambientais diretos ultrapassam os limites territoriais do Estado do Piauí, pois os efluentes gerados pela fábrica, mesmo que tratados, serão diretamente lançados no Rio Parnaíba. Em caso de acidente ambiental provocado pela indústria, as conseqüências do dano incidirão sobre toda a população a jusante da unidade fabril, portanto sobre aqueles que vivem no Piauí e no Maranhão.

Frise-se que houve também a participação do MPF na interposição da ACP, em litisconsórcio ativo.

Texto: Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente
Edição: Assessoria de Imprensa ( imprensa@mp.pi.gov.br )

REAPI realiza a exposição fotográfica Bio Piauí em Teresina e Oeiras

Exposição no Parque da Cidade contou com 500 visitantes.
A Rede Ambiental do Piauí – REAPI realiza durante a Semana do Meio Ambiente a Exposição Fotográfica Bio Piauí, nas cidades de Teresina e Oeiras. A atividade teve início neste sábado e irá percorrer escolas, praças, eventos importantes da capital e terá encerramento em Oeiras.
A exposição visa conscientizar a população e tem como foco a educação ambiental, trás as belezas do Piauí bem como a destruição que ameaça as florestas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.
Atuando em todo o Piauí a REAPI vem trabalhando na promoção da Educação Ambiental como um instrumento que requer a participação da sociedade nas discussões sobre a problemática ambiental nas mais diversas regiões com o intuído de reverter ou se não minimizar os impactos ambientais vigentes. A exposição conta com o apoio da empresa Bioanálise e será encerrada na Semana do Meio Ambiente no próximo sábado (05) em Oeiras.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Conheça um pica-pau que sumiu por 80 anos e está ameaçado de extinção


  • O pica-pau-do-parnaíba foi descoberto em 1926, na região do rio Parnaíba, e ficou 80 anos sem ser visto
    O pica-pau-do-parnaíba foi descoberto em 1926, na região do rio Parnaíba, e ficou 80 anos sem ser visto
Aquele pica-pau da TV, azul e com topete vermelho, certamente você conhece. Mas já ouviu falar do pica-pau-do-parnaíba? Ele não é tão conhecido, mas está bastante ameaçado. Para você ter uma ideia, os pesquisadores ficaram 80 anos sem ver nenhum animal desta espécie.
Com o nome científico de Celeus obrieni, a ave foi descoberta em 1926, em Uruçuí, no sul do Piauí, na região do rio Parnaíba. Ela não foi mais vista depois deste primeiro registro e até chegaram a pensar que estaria extinta. Até que um grupo de pesquisadores “redescobriu” o animal em 2006, em Goiatins, nordeste do estado do Tocantins.
Nativa do Cerrado, a espécie ainda foi encontrada nos estados de Goiás, Mato Grosso e Maranhão. Desde 2007, uma equipe de pesquisadores desenvolve um estudo sobre o pica-pau-do-parnaíba para descobrir seus hábitos e preferências, além de visitar as áreas onde o animal foi visto. Tudo isso é para conhecer melhor a ave e saber como protegê-la, já que ela está muito ameaçada de extinção.
  • Renato Pinheiro/Divulgação
    A ave já foi vista no Piauí, Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Maranhão
  • Foto: Gabriel Leite/Divulgação
    Ela come formigas que vivem dentro de uma espécie de bambu do Cerrado
A pesquisa é realizada pela Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Renato Torres Pinheiro, responsável técnico pelo projeto, diz que ainda não é possível determinar o tamanho real da população do pica-pau-do-parnaíba no Brasil, mas sabe-se que é pequena.
“Estima-se que haja entre três e seis mil indivíduos da espécie, sendo que as maiores populações estão no estado do Tocantins, onde ainda se encontram as maiores extensões de Cerrado preservado”, explica Pinheiro.
O pica-pau-do-parnaíba alimenta-se quase que exclusivamente de formigas que vivem dentro das hastes da Guadua paniculata, uma espécie de bambu característica do Cerrado. “Apesar de ingerir mais de 20 espécies de formigas diferentes, ele seleciona apenas duas, que compõem 80% de sua dieta”, conta Pinheiro.
O pesquisador também diz que o fato do animal comer um tipo específico de alimento o coloca em risco ainda maior de extinção. “Em Goiás, por exemplo, a situação da espécie é bastante crítica, uma vez que mais de 65% da cobertura vegetal de Cerrado foi destruída no estado”.
A própria espécie contribui com a conservação do meio ambiente. Como a ave se alimenta exclusivamente de formigas, os cientistas acreditam que ela tem uma relação ecológica importante com este grupo, seja alimentando-se e controlando algumas espécies, seja furando as hastes de bambu e permitindo que outras espécies façam uso deste recurso.
No início do ano, a equipe do projeto viu o animal, pela primeira vez, em uma área protegida. A ave foi identificada em uma reserva particular do município de Minaçu, na região norte de Goiás. Em janeiro, os pesquisadores também iniciaram a procura de indivíduos da espécie para captura e marcação com radiotransmissores. Está prevista a marcação de cinco aves, para a identificação de hábitos de vida que ainda não foram registrados.
 Fonte: UOL

Tartaruga gigante é encontrada por pesquisadores no litoral do Piauí

Por volta das 4h da madrugada desta sexta-feira (13/05), uma tartaruga gigante foi flagrada em processo de desova na praia da Pedra do Sal, em frente a área de praia da Usina Eólica, em Parnaíba, litoral do Piauí. Segundo os biólogos do Projeto Tartarugas do Delta, o animal não possuía nenhuma marcação em anilhas, isso significa que ainda não foi monitorada por nenhum trabalho voltado para esta espécie. A tartaruga mede 1,60m de comprimento e 2,40m de largura.
"Essa espécie pode atingir até 2 metros de comprimento e pesar de 500 a 900 kg", revela a coordenadora técnica do projeto Werlanne Santana. O biólogo Mário Neto ressalta que o Projeto Tartarugas do Delta monitora desde 2007 o período reprodutivo de tartarugas marinhas nesta área, entre os meses de dezembro a julho.
Informações sobre a desova de tartaruga de couro:Dentre todas as espécies de tartaruga marinha, a tartaruga gigante-de-couro (Dermochelys coriacea) apresenta grande distribuição geográfica, porém as suas desovas são restritas às áreas tropicais e subtropicais. No Brasil, o Estado do Espírito Santo é o único local em que ocorrem desovas anuais regulares, sendo observadas desovas aleatórias em outros trechos do litoral brasileiro. 
Entretanto, ao longo do trabalho, realizado pelo Projeto Tartarugas do Delta, pertecente a ONG - Comissão Ilha Ativa que tem patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental, a partir de 2007, confirma-se a presença da tartaruga de couro em todas as temporadas reprodutivas, sendo esta, a espécie mais ameaçada de extinção no Brasil.

Fonte: ProParnaíba

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pesquisadores afirmam que o Piauí não está no caminho do desenvolvimento

Reportagem Especial para o Blog Meio Ambiente do Piauí
Por Katya D’Angelles

Professores da UFPI Bartira Araújo
e Antônio Cardoso Façanha
Especialistas em desenvolvimento e meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí revelam em entrevista que o Estado não está acompanhando a tendência mundial de desenvolvimento territorial, industrialização, preservação ambiental, desenvolvimento urbano e sustentabilidade. Para o professor doutor Antonio Cardoso Façanha, coordenador do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí, o Estado não usa ao seu favor o fato de ser um dos últimos no processo de industrialização do Brasil, no qual poderia aprender com os erros cometidos dos demais estados. Para a professora Bartira Araújo, Mestre em Desenvolvimento em Meio Ambiente, empresas instaladas no Piauí ainda usam a preocupação de gestão ambiental apenas como ferramenta de marketing e promoção. Os dois afirmam que o Piauí ainda padece de uma política ambiental coordenada, na qual governos municipais e do Estado, trabalhem a prevenção de problemas que vão desde políticas que garantam industrialização acompanhada do desenvolvimento sustentável até a fiscalização do lixo hospitalar nas cidades de maior porte. “Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento”, afirma Façanha.

Katya D’Angelles - O fato do Piauí, no que diz respeito a desenvolvimento, estar atrasado em algumas áreas pode ser revertido de forma positiva, vendo no que os outros estados erraram e tentando não repetir os erros. Isso se verifica no binômio industrialização e meio ambiente?
Bartira Araújo - Isso não ocorre no Piauí. Às vezes não se comete os mesmos erros como se comete erros mais graves do que os que já ocorreram em outros estados. Em relação a questão ambiental no Piauí, as empresas não costumam divulgar muito as suas ações de gestão e preservação ambiental, por isso não temos como medir isso. Uma das empresas que acompanhamos em Teresina é a Ambev. Estivemos lá e verificamos que lá as coisas estão bem encaminhadas. Eles têm projetos de reutilização e uso de combustíveis alternativos e energia limpa, mas no Piauí a maioria das empresas ainda utilizam a questão ambiental apenas como estratégia de Marketing. Outras empresas de grande porte na capital, por exemplo, tem um processo produtivo muito fechado e de difícil acesso para pesquisadores.

K.D  – Isso pode representar um problema para a política de planejamento ambiental do Estado?
Antonio Façanha - Essa é uma prática que não se admite mais no contexto atual. Enquanto nós estamos no mundo e no Brasil construindo praticas sólidas de preservação ambiental, valorizando uma industrialização de escala menor, de uma chamada economia solidária. Temos produtores avançando em práticas de produção e sustentabilidade, no Piauí o caso dos apicultores e das associações de quebradeiras coco são exemplos disso, mas por outro lado vemos também que ainda existem empresas de médio e grande porte que não adotam estas práticas de preocupação com a gestão ambiental e da região onde estão envolvidas.

K.D  - As atuais perspectivas de industrialização no Piauí são encaradas como sinônimo de desenvolvimento?
A.F - Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento. O crescimento é aumento do poder de fogo da economia local, em que ela vai ter grande capacidade, mas a grande questão é: a chegada destas indústrias se traduz realmente em um conjunto de melhorias para a sociedade? Isto é que é desenvolvimento, tem que saber se não traz somente o desenvolvimento econômico. Você pode ter uma indústria de grande porte, que gera 120 empregos e que tem condições de trabalhar com apenas 20 funcionários porque é toda automatizada. Uma empresa de grande volume de dinheiro que consegue trabalhar com poucos funcionários. O desenvolvimento é quando esse processo de industrialização trás um conjunto de melhorias para a sociedade.

K.D  – Isso ocorre no Piauí?
A.F - Se você for verificar em alguns municípios do Piauí você vai encontrar PIB dos municípios em que há populações extramente pobres, como o caso de Uruçuí, onde está a Bunge, e os municípios de Fronteiras e Capitão Gervásio, onde está a fábrica de cimento Nassau. São cidades com PIB percapita por habitante maior que chegam a ser maiores que média de grandes cidades do Brasil, mas que não possuem desenvolvimento. Por conta da presença de uma unidade fabril que tem grande rendimento, quando é dividido pelo número de habitantes tem-se esta discrepância de realidade. E a gente vê que o processo de industrialização está mudando para o interior, as empresas não procuram mais as capitais ou regiões de grande porte, procuram as cidades do interior.

K.D  – Se na capital o acompanhamento e fiscalização da política de gestão ambiental é difícil como fica a situação no interior?
B.A – Tudo deve começar a partir da elaboração dos planos diretores destes municípios. A partir do momento em que ele é estruturado fica mais fácil até mesmo para a própria sociedade passar a cobrar e a fiscalizar. Não adiante se exigir apenas dos órgãos públicos, tem que ser uma associação. Tem que se exigir das empresas, dos estados e a da própria sociedade. O plano diretor ele permite isso, a idéia de se construir um plano diretor é de se ouvir todos os agentes, e a partir disso, se exige um conjunto de metas que tem obrigações para todos. Antes a exigência do plano diretor era para cidades com mais de 20 mil habitantes, mas hoje não, ele deve ser feito por cidades de menor porte.

K.D   - Que tipo de conseqüências ilustram essa ausência?
A.F – É bom salientar que quando uma empresa chega em uma cidade pequena ela não tem um direcionamento porque não há um plano diretor. Então o que se vai fazer com os resíduos? Os municípios não possuem nenhuma direção de gestão ambiental. É bom lembrar que com este processo se gera uma demanda de serviços, um exemplo é a questão da saúde, são instaladas clínicas onde e os resíduos destas clínicas são jogados na natureza. O problema de lixo hospitalar no interior do Piauí é muito sério. Em municípios como Paranaíba, Picos, Floriano e São Raimundo Nonato têm sérios problemas, pois apresentam maior crescimento. E um plano diretor com o capítulo meio ambiente pode evitar tudo isso. A questão deve ser aliar o plano diretor dos municípios a uma política estadual.

K.D  – Hoje, quais são as atividades que mais agridem o meio ambiente no Piauí?
B.A – Uma setor que tem se destacado muito é o setor da construção civil, principalmente na capital. Tanto no que diz respeito a obras públicas como obras da iniciativa privada. A construção civil causa danos grandiosos que não são percebidos em curto prazo. Um exemplo é o caso da extração de materiais que temos em Teresina. Estamos vivenciando os resultados de uma exploração sem fiscalização que prejudicou os rios Parnaíba e Poty. A extração de areia durante muitos anos não foi alvo de nenhuma regulamentação, foi somente a partir da ação do Ministério Público e da pressão da sociedade, há bem pouco tempo, que a extração de areia no rio foi regulamentada.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Problemas socioambientais urbanos

*Marcio Alves Carneiro, Marinaldo de Jesus Souza e Wagner Silva Mendes
Com o crescimento e ocupação urbana de forma desordenada, não levando em consideração fatores relacionado a capacidade de uso do solo urbano ou seguimentos previsto em lei para ocupação e construção, desencadeia uma serie de problemas sendo os mais graves; Inundação e impactos Ambientais.
Segundo Amorim (2000), os processos de ocupação e expansão do meio urbano é um sério problema da humanidade, principalmente quando ocorre de forma desordenada, utilizando os recursos naturais sem um devido planejamento.
O planejamento é uma das formas mais eficiente para reduzir os impactos ambientais causado pelo homem, sabendo que qualquer ambiente modificado promove desequilíbrio. Estudos sistemáticos no planejamento contribuem para reduzir os impactos negativos com o crescimento urbano. Guerra (2004) faz uma colocação plausível relatando que, “a tendência atual do limitado planejamento urbano integrado, está levando às cidades a um caos ambiental, com custo extremamente alto para toda a sociedade”.
Área a ser dematada no centro de Teresina para construção de um shoping

Nas grandes cidades brasileiras podemos observar que o crescimento desordenado sem planejamento vem proporcionando uma sequência de inundações e problemas ambientais e de saúde publica com o destino final do lixo, que causa sérios danos ao meio ambiente com o aumento da poluição do solo, das águas (subterrânea e de superfície) e do ar, levando a um contínuo e acelerado processo de deterioração do ambiente, com uma série de implicações na qualidade de vida dos habitantes e nos seus bens naturais.
No planejamento urbano têm que levar em consideração os fatores ambientais, estudos detalhados da região caracterizando bacias hidrográficas, capacidade de uso do solo urbano, permeabilidade do solo, geologia do local, existência de mananciais, cursos de rios ou córregos e demais fatores.
No processo de planejamento urbano, questões ambientais são importantes, pois é possível prever usos e impactos e fazer um zoneamento da região de forma que cada atividade interfira o mínimo possível nas atividades vizinhas e no meio ambiente.
Levar as condições ambientais em consideração ajuda na preservação dos recursos naturais e dá capacidade do ambiente se recuperar dos danos causados pela urbanização, além de proporcionar um bem-estar maior à população. Mas para isso falta uma harmonização na Constituição Brasileira entre o Plano Diretor e o RIMA (Relatório de Impacto Do Meio Ambiente), para que não ocorram barreiras para a execução dos objetivos propostos nos Planos Diretores.    

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Debate na UFPI sobre o RIMA da unidade fabril da Suzano Papel

O debate acontece hoje às 14:30, no Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste - TROPEN, e será apresentado pelo gerente de Meio Ambiente e Qualidade da Suzano, Eraldo Cordeiro, que fará uma apresentação institucional da empresa e pelo coordenador do EIA/RIMA e funcionário da Poyry, Kleib Fadel, responsável pela apresentação técnica. A Poyary foi a empresa que realizou o estudo ambiental da instalação da fábrica no Piauí.

Piauí terá que respeitar a Lei da Mata Atlântica a força

Foto: Dionísio Neto / Ipê Amarelo dentro do Parque da Cidade
Por Tânia Martins

O Ministério Público Estadual, através da Curadoria do Meio Ambiente vai pedir uma intervenção federal no Piauí, para obrigar a Secretaria Estadual do Meio Ambiente-SEMAR, a cumprir a lei 11.428, conhecida como a Lei da Mata Atlântica, que protege formações vegetais que ocorrem no Piauí e que são ignoradas pela Semar, que continua licenciando empreendimentos voltados para o agronegócio nestas áreas.

A informação foi repassada pela promotora Carmen Almeida ontem, durante a Audiência Pública no Plenarinho da Assembléia Legislativa, para debater o caso. Já a deputada Margarete Coelho, que propôs o debate, informou que a Comissão de Meio Ambiente da Assembléia vai solicitar da Semar cópias de todas as licenças ambientais expedidas pelo órgão nos 46 municípios onde existe a predominância da mata atlântica, desde que a lei entrou em vigência, em 2006, para em seguida adotar medidas juridicas.

 A deputada disse ainda que também vai encaminhar ofício a Procuradoria Geral do Estado, solicitando informações oficiais sobre o desrespeito a lei. “Assim, ficaremos sabendo qual é a opinião do governador sobre o assunto”, disse. Em seu discurso, Margarete  não poupou criticas a Semar e ao Instituto Chico Mendes no Piauí-ICMBio, que além de não cumprirem a determinação ainda querem retirar o Piauí do mapa da Mata Atlântica.

Essas iniciativas só foram tomadas pelo fato do secretário do Meio Ambiente, Dalton Macambira, discursar contra a aplicabilidade da lei, afirmando que a mesma impede o desenvolvimento econômico já que, segundo ele, gera uma insegurança jurídica e empresas do agronegócio deixam de investir no Estado. Ele disse ainda que já solicitou ao IBGE a retirada do Piauí do mapa.
A representante do Ministério do Meio ambiente, Tatiana Rehder, enfatizou que foram quatorze anos de estudos para se editar a lei da Mata Atlântica e que o único estado brasileiro a questioná-lo foi o Piauí, fato que o MMA ver com preocupação. Já o representante do IBGE, Pedro Soares, foi mais além e disse que quando o IBGE constrói um mapa ele o faz baseado em estudos científicos minuciosos e que mudar a lei depois que ela está editada requer muito trabalho.

Francisco soares, da Fundação Rio Parnaiba-Furpa, colocou que a Semar faz a confusão somente para proteger grandes fazendeiros do agronegócio e carvoeiros que estão dizimando a mata no Sul do Estado. Ele citou o caso da JB Carbon que foi protegida pelo secretário Dalton Macambira e o ex-governador Wellington Dias que, mesmo estando produzindo carvão vegetal na área de maior biodiversidade na Serra Vermelha, ainda teve seu projeto protegido. 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Veja a lista dos deputados do Piauí favoráveis a destruição das florestas

Uma vergonha para o Estado do Piauí ver seus deputados federais votando nesta última terça-feira (04), na lista de votação de urgência do Código Florestal, com isso eles são favoráveis a diminuição de nossas florestas, pois eles mostram que são políticos voltados para a bancada ruralista e do carvão . Alguns destes deputados foram financiados por empresas potencialmente poluidoras. 

Veja a lista de quem votou a favor das alterações:

Júlio Cesar - DEM
Osmar Júnior - PCdoB
Marcelo Castro  - PMDB
Marllos Sampaio - PMDB 
Iracema Portella - PP
Jesus Rodrigues - PT
Nazareno Fonteles - PT

Os deputados Assis Carvalho – PT, Hugo Napoleão – DEM e Paes Landim – PP parece que não compareceram a votação.

Clique aqui para fazer o download do "Quadro comparativo das propostas em jogo" (documento PDF).

Com expressões de desagrado, como se tivesse sido forçado a ceder e acatar propostas do governo e dos ambientalistas, da agricultura familiar e de outros segmentos da sociedade, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB) apresentou na segunda-feira (2/5) à imprensa o novo texto do relatório que propõe mudanças no Código Florestal. Até os repórteres observaram que ele aparentava estar contrariado por ter feito concessões, com o que ele concordou. Mas não foi isso que aconteceu. Ele não havia cedido. Ontem, as lideranças aprovaram  o regime de urgência para votação.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Área da aplicação da Lei da Mata Atlântica é respeitada em Teresina

Por Tânia Martins

A Mata Atlântica identificada em Teresina ganha à proteção da Prefeitura. Pelo menos foi o que prometeu o prefeito da cidade, Hemano Ferrer em audiência com a Curadora do Meio Ambiente da capital, Carmen Almeida.
Segundo Carmen, a partir de agora todo e qualquer grande empreendimento que for se instalar em Teresina vai ter que cumprir a legislação municipal e respeitar a Lei 11.428 que protege uma vegetação associada ao bioma da Mata Atlântica encontrada no Piauí, motivo de polêmica e desrespeito por parte de alguns gestores.
Fragmento Florestal localizado na área do Meduna.
Como exemplo ela citou que, caso a vegetação de uma área disponibilizada para fixar um empreendimento na capital tenha uma vegetação primária, em hipóteses alguma poderá ser suprimida, caso a vegetação seja secundária será liberada 50 por cento ou 30 por cento, a depender do levantamento fitosociológico que passa a ser obrigatório.
Para a Curadora, ao garantir o cumprimento da legislação o município avança em dois sentidos: respeito à lei e ao meio ambiente. Segundo ela, tanto o prefeito como o secretário de Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, em nenhum momento questionaram a possibilidade de contrariar a lei 11.428 como faz o governo do Estado.
Audiência Pública
Nesta quarta-feira, às 9h no Plenarinho da Assembléia Legislativa, a deputada Margarete Coelho (PP) preside uma audiência pública para debater a aplicabilidade da lei 11.428, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma mata atlântica e vegetação associada como as florestas Estacional Decidual e Semidecidual encontradas no Piauí.
Para o debate estarão presentes representantes do Ministério do Meio Ambiente, IBGE, SEMAR, Ministérios Público Estadual e Federal, Universidade Federal do Piauí, ONGs ligadas ao Meio Ambiente e movimentos sociais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Teresina realiza mobilização contra a aprovação das mudanças no Código Florestal

Nesta quinta-feira, 28, às 8h30, na Praça da Liberdade, ao lado da Igreja São Benedito, mobilização pela não aprovação do Código Florestal e outros desmandos ambientais em curso no Piauí e no Brasil. Estarão no manifesto o Movimento dos Atingidos Por Barragem, notadamente o pessoal de Algodões I, moradores dos locais onde está previsto a construção das cinco hidreletricas, sindicatos e partidos de esquerdas.

A estratégia é realizar uma jornada de atividades públicas em dezenas de cidades entre os dias 28 e 30 de abril de 2011 com divulgação nas mídias locais para exercer pressão direta sobre parlamentares em seus domicílios eleitorais. Leia abaixo a íntegra da proposta de mobilização.



quarta-feira, 13 de abril de 2011

Macaco Guariba ainda é encontrado no Piauí e está ameaçado de extinção


A característica mais marcante é o dicromatismo sexual: os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pêlos dourados; a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea. 

A espécie habita em geral áreas de vegetação aberta de transição, com alta freqüência de babaçu, tendo sido encontrado em áreas de floresta ombrófila aberta e floresta estacional semidecidual em meio à Caatinga, e até em vegetação de mangue. Tem uma dieta folívoro-frugívora, o que o torna um animal pouco ativo, de movimentos lentos, passando mais de 70% de seu tempo em descanso. 

Tais características favorecem a caça, tendo sido registrada em algumas áreas uma aparente predileção por esses animais.

Fonte: ICMBIO
GRUPOMamíferos
ESPÉCIEAlouatta belzebul ululata (Elliot, 1912)
NOME VULGARGuariba e Capelão
FATORES DE AMEAÇADistribuição restrita, redução e fragmentação de habitat e caça
BIOMACerrado e Caatinga
PLANO DE AÇÃO
CENTROS DE PESQUISACPB
UNIDADES DE CONSERVAÇÃOParna de Ubajara (CE), APA da Serra da Ibiapaba (CE/PI), APA Delta do Parnaíba (CE/PI/MA) e Resex Marinha do Delta do Parnaíba (PI/MA)
NOSSAS AÇÕES- Primatas em Unidades de Conservação da Amazônia: subsídios à elaboração de planos de manejo e à avaliação do estado de conservação de espécies (CEPAM);

- Avaliação do Estado de Conservação de Primatas Brasileiros;

- Elaboração do PAN para Conservação dos Primatas do Nordeste; Primatas do Norte da Mata Atlântica e Caatinga;

-Proposição de Áreas-Chave para Pesquisa e Conservação de Primatas;

- Elaboração do PAN para Conservação dos Primatas do Extremo Oriental da Amazônia (CPB);

- Inventário da Avifauna e Mastofauna com subsídios ao diagnóstico ecológico para o Plano de Manejo da Rebio do Gurupi.
REFERÊNCIASMACHADO, A. B. M; DRUMMOND, G. M. & PAGLIA, A. P. (eds) Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. 2008, 1420 p. 1.ed. Brasília, DF: Ministério do Meio Ambiente; Belo Horizonte, MG: Fundação Biodiversitas, 2008