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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Piauí é o estado brasileiro que mais desmata o cerrado, diz MMA

Piauí e Maranhão juntos derrubaram área de 25 mil campos de futebol.



O Piauí foi o estado que mais desmatou a vegetação do Cerrado até 2010, conforme dados apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). No período, o Piauí entre desmatou 1,05% do Cerrado e o Maranhão, 0,7%. Maranhão e Piauí são estados que têm implementado desmate mais acentuado.

No Brasil, o desmatamento acumulado do Cerrado até 2010 já atingiu 48,5% do bioma, uma área de quase 100 mil quilômetros quadrados. Embora o acumulado tenha registrado um aumento de 0,32% entre 2009 e 2010 (6.469 km2), o ritmo das motosserras diminuiu neste período com relação ao anterior. De 2008 a 2009, 0,37% do Cerrado foi derrubado.

O órgão afirmou que os vetores da derrubada de vegetação nativa são velhos conhecidos: a agropecuária e o carvão que alimenta a indústria siderúrgica nacional. O governo ainda não sabe quanto desse desmatamento foi autorizado e quanto foi ilegal.

“Os vetores tradicionais são os mesmos, a agropecuária e carvão. A fiscalização não está só correndo atrás do prejuízo. No caso do carvão, estamos quebrando a coluna vertebral da cadeia econômica”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
"Os vetores tradicionais são os mesmos, a agropecuária e carvão".

O Ministério também divulgou um balanço sobre as queimadas que atingem Unidades de Conservação do país. No total, dez áreas protegidas foram atingidas pelo fogo, em sua maioria intencionalmente provocado, segundo o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. A área atingida este ano, no entanto, foi menor do que no ano passado. Em 2010, 1,6 milhão de hectares foram queimados dentro de parques, florestas nacionais, reservas biológicas e outras unidades destinadas à preservação. Este ano, o fogo já destruiu 322 mil hectares.

Uma das regiões mais atingidas foi o Distrito Federal, onde a Floresta Nacional (Flona) de Brasília já teve um quarto de sua vegetação nativa consumida pelo incêndio que, embora controlado, continua ardendo. Neste caso, o órgão do MMA responsável pela gestão das Unidades de Conservação disse ter provas de que o fogo foi criminoso.

“Nosso pessoal em campo identificou pessoas que tinham botado fogo dentro da unidade, eles foram perseguidos, mas se evadiram. Estamos acionando a Polícia Federal para investigar. A Flona foi criada para ser uma área a ser protegida e evitar a formação de loteamentos” disse Mello, que acredita que pessoas insatisfeitas com a criação da unidade possam ter motivado o crime.


*Informações do O Globo

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Bioanálise investe em tecnologia visando o meio ambiente


O laboratório Bioanálise sempre investe em novas tecnologias procurando oferecer cada vez mais conforto e segurança no atendimento dos seus clientes, e desta vez inova com responsabilidade socioambiental visando o futuro do planeta. Recentemente foram instalados em todas as unidades da Bioanálise filtros capacitivos, que protegem a rede elétrica dos laboratórios, e reduzem o consumo de energia.

A tecnologia dos filtros capacitivos foi adquirida através da empresa EconomicLuz, e visa proteger a rede elétrica melhorando também o funcionamento dos equipamentos, e consequentemente, obtendo a redução do consumo energia colaborando assim com o meio ambiente.

Vale destacar que além da redução no consumo de energia a Bioanálise reduziu a queima de lâmpadas e diversos outros equipamentos que poderiam estar sendo danificados pelas distorções na energia, e consequentemente, virando lixo eletrônico.

Além do prejuízo material estes equipamentos danificados, ou queimados, se transformariam em resíduos sólidos, hoje considerados um grave problema mundial, pois neles estão contidos diversos produtos químicos nocivos a saúde.

A Bioanálise ainda irá receber nos próximos dias um “Certificado de Empresa Amiga do Meio Ambiente”, o qual será disponibilizado pela Rede Ambiental do Piauí – REAPI em parceria com a Economicluz.

Energia e Florestas

Em 2011 está sendo comemorado o Ano Internacional das Floresta, promovido pela Organização das Nações Unidas - ONU. No Brasil, grande parte da energia elétrica produzida está diretamente ligada às hidrelétricas espalhadas pelo país,e contudo, há problemas ambientais acerca dessa produção de energia em específico, como a devastação de grandes áreas de terra e plantação para a construção de represas. Isso já se torna um problema comum da produção de energia em relação à preservação do meio ambiente. No entanto, medidas que reduzam o consumo são importantes para o planeta.

terça-feira, 7 de junho de 2011

No Piauí, meio ambiente está sob controle da motosserra

Um embate entre ambientalistas e ruralistas que retarda a votação do projeto de lei que atualiza o Código Florestal é a definição se os Estados poderão conceder licenças ambientais para a exploração de Áreas de Proteção Permanente (APPs) ou se o ato será exclusivo do Governo Federal.

No Piauí, carvoarias atuam licenciadas pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, o que, para o deputado Paes Landim (PTB-PI), demonstra a "absurdidade de se imaginar a entrega aos Estados da licença ambiental". Ele é o único ambientalista da bancada piauiense.

Ontem (19/5/11), na tribuna, Paes Landim saiu em defesa da proposta que impede uma possível farra das motosserras Brasil afora: "No meu entender, entregar aos Estados a prerrogativa da regularização ambiental é um ato de loucura. A questão ambiental não é somente um problema federativo, mas é problema internacional. Tem que estar afeto à União, que tem interlocução com outros Estados, bem como com a comunidade internacional. Pergunta-se como certos governadores de alguns Estados, latifundiários, fazendeiros ou industriais, vão dar licença ambiental para áreas se eles têm interesse, talvez, na sua não proteção."

O deputado concorda com o aviso da presidenta Dilma Rousseff (PT) aos agropecuaristas: vetará a permissão aos Estados de conceder licenças ambientais à vontade. "Ela está muito certa em exigir que essas licenças de regularização ambiental não passem pelos Estados", disse.
O exemplo vem de casa, apontou, fazendo a leitura de reportagem da Globo News com o título "Mata Atlântica do Piauí vira carvão".
Carvoarias instaladas na Serra Vermelha (foto: divulgação)
O que carvão tem a ver com desenvolvimento? Paes Landim recorreu à reportagem que levou à tribuna: "No Piauí carvoarias desrespeitam a lei e com a conivência de quem deveria proteger a floresta (na região da Serra Vermelha). As carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. Mesmo as instaladas dentro da Mata Atlântica. Repito: as carvoarias têm licença de funcionamento dada pela Secretaria do Meio Ambiente. O único escritório do Ibama no local tem dois fiscais e uma área do tamanho de Sergipe para dar conta. Tem muita produção ilegal e o Ibama não dá conta."

O carvão produzido com as matas do Piauí abastece principalmente as siderúrigas instaladas em Minas Gerais. Alguma coisa fica no próprio Estado. Paes Landim enfatizou que a produção é "legal e ilegal", mas a Secretaria do Meio Ambiente "não reconhece a área onde estão instaladas as carvoarias como de Mata Atlântica". O deputado desabafou: "Estamos na marcha da insensatez para a desertificação. O desastre ambiental (no sul do Piauí) é fantástico. Daqui a 20 anos, quem sabe, as novas gerações vão conhecer o cerrado por fotografia."

As siderúrgicas que respeitam o meio ambiente consomem carvão legal de florestas de eucalipto. "O mundo hoje exige ferro gusa verde, de floresta certificada", reproduziu trecho da reportagem da Globo News para reforçar sua indignação com o que vem acontecendo com o Piauí, desmatado com o apoio de quem deveria primeiro agir em defesa da preservação.

Ele pediu à Ministro do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que vá ao Piauí ver com os próprios olhos "o abuso que tem sido praticado no cerrado" e o descaso do Governo Federal com os parques nacionais.

Apelo na tribuna à Ministra do Meio Ambiente: "Veja a situação dos parques, da Serra da Capivara, o mais bem cuidado do Brasil, mas que, há muito tempo, está sem receber recursos do Governo Federal; o Parque Nacional da Serra das Confusões, não implantado ainda, e o Parque das Nascentes, onde nasce o Rio Parnaiba, que é uma mostra do descaso governamental, porque suas matas ciliares estão destruídas, há um asssoreamento fantástico e sua biodiversidade, uma das mais ricas do Brasil, está praticamente toda destruída."

O deputado irá requerer à presidência da Casa a criação de uma comissão externa para visitar a área do cerrado e o Parque Nacional Serra da Capivara, "para se ter uma ideia de como, nos distantes sertões do nosso Brasil, no nosso distante cerrado do Piauí, infelizmente, se a cobertura da imprensa, os crimes ambientais estão lá a surgir à luz do dia".

Segundo Paes Landim, se o seu Piauí estivesse na Região Sul o desastre ambiental denunciado pela Globo News, "com fotografias dantescas da carvoaria, com a destruição da nossa floresta", alguma providência já teria sido tomada em Brasília pelo governo e pelo Ministério Público Federal.

Fonte: Acesse Piauí

domingo, 5 de junho de 2011

REAPI realiza a exposição fotográfica Bio Piauí em Teresina e Oeiras

Exposição no Parque da Cidade contou com 500 visitantes.
A Rede Ambiental do Piauí – REAPI realiza durante a Semana do Meio Ambiente a Exposição Fotográfica Bio Piauí, nas cidades de Teresina e Oeiras. A atividade teve início neste sábado e irá percorrer escolas, praças, eventos importantes da capital e terá encerramento em Oeiras.
A exposição visa conscientizar a população e tem como foco a educação ambiental, trás as belezas do Piauí bem como a destruição que ameaça as florestas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.
Atuando em todo o Piauí a REAPI vem trabalhando na promoção da Educação Ambiental como um instrumento que requer a participação da sociedade nas discussões sobre a problemática ambiental nas mais diversas regiões com o intuído de reverter ou se não minimizar os impactos ambientais vigentes. A exposição conta com o apoio da empresa Bioanálise e será encerrada na Semana do Meio Ambiente no próximo sábado (05) em Oeiras.
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terça-feira, 31 de maio de 2011

Ambientalistas e a Igreja realizam evento em defesa do meio ambiente

Em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente, a Arquidiocese de Teresina em parceria com a Rede Ambiental do Piauí - REAPI, promove amanhã, às 17h, na Ponte Estaiada, a Celebração Pela Vida, um evento para refletir sobre as agressões ao meio ambiente que estão levando a destruição dos ecossistemas brasileiro e piauiense.

A celebração será comandada pelo Arcebispo Metropolitano de Teresina, Dom Sérgio da Rocha e contará com grande parte do clero piauiense.  De acordo com o Coordenador da Campanha da Fraternidade no Estado, Pe. Leonildo Campelo, além do momento religioso a  celebração  terá uma programação cultural com a apresentação do grupo Valor de PI, Balé da Cidade, Pe. Lauro, Grupo Abbah, Núcleo Terceira Idade do Mocambinho e a cantora lírica Leó. Haverá ainda plantio e distribuição de mudas.

Na oportunidade, a REAPI juntamente com a Arquidiocese estará coletando assinaturas objetivando a mobilização da sociedade para solicitar ao Governo do Piauí e ao Ministério do Meio Ambiente, a proteção e conservação das florestas ameaçadas pela indústria do carvão no Sul do Estado.

Consta ainda na programação, uma exposição fotográfica composta de 25 banners, assinadas pelos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite, sobre a biodiversidade singular existente no Piauí. 

quarta-feira, 25 de maio de 2011

REAPI divulga em São Paulo imagens da devastação no Piauí

Foto: Margareth Leite

 Uma exposição fotográfica revelando a destruição dos ecossistemas piauiense causou indignação nas mais de 30 mil pessoas que visitaram o estande do Piauí, no Parque Ibirapuera em São Paulo, dentro da programação do “Viva Mata”, evento da ONG SOS Mata Atlântica, que aconteceu nos dias 20, 21 e 22 passados reunindo mais de 90 visitantes.

Além da exposição à REAPI coletou milhares de assinaturas contra a instalação de carvoarias no Sul do Estado instaladas com a autorização da Secretaria Estadual do Meio Ambiente-SEMAR. As assinaturas serão entregues a Ministra do Meio Ambiente, Isabela Teixeira e ao Governador Wilson Martins, pedindo a paralisação do desmatamento e o respeito à Lei 11.428, conhecida como a Lei da Mata Atlântica.

Ainda no Viva a Mata a coordenadora geral da REAPI, Tânia Martins, proferiu uma palestra sobre a rota da destruição da natureza no estado e exibiu uma reportagem sobre a produção irregular de carvão que foi ao ar dia 15 último pela Globo News que denuncia o crime que vem ocorrendo Sul do Piauí onde, diariamente saem 20 toneladas de carvão com e sem autorização ambiental para alimentar os fornos das siderúrgicas de Minas Gerais.

Foto: Margareth Leite
Segundo a coordenadora da Reapi, centenas de ONGs de todo o país se colocaram a disposição para formar uma frente de resistência a fim mudar o quadro atual e, se possível, enfrentar governo e empresários in loco. “O que mais impressionou os ambientalistas no evento foi ver a quantidade de carvão vegetal produzido a partir da mata nativa, colocando em risco milhares de espécies ainda desconhecida e, principalmente, se preocuparam com a questão do clima, por está o Piauí no semi-árido, conseqüentemente, na rota do aquecimento global e mais propicio a desertificação”, informou. 

Pessoas como o ex-deputado federal Fábio Feldman criador da Lei da Mata Atlântica, Marina Silva, Paulo Nogueira Neto, primeiro ministro do Meio Ambiente, Roberto Klabin, presidente do Conselho da SOS Mata Atlântica e toda a diretoria da ONG foi solidária a REAPI e se colocaram a disposição para colaborar e a fim de por fim aos desmandos patrocinado pelo o Governo do Piauí.

Foto: Margareth Leite
A mobilização segue com a campanha da coleta de assinaturas que será feita pelo Avaaz, uma rede de campanha global de assinaturas com mais de oito milhões adeptos em todo mundo.

Dia de Mobilização

No próximo dia 1° em parceria com a coordenação da Campanha da Fraternidade, da Igreja Católica, a REAPI estará realizando uma mobilização para coleta de assinaturas e uma Celebração Pela Vida que ocorrerá na área urbanizada da Ponte Estaíada na Avenida Raul Lopes.

Na oportunidade vários artistas como o Valor de PI, Orquestra Sinfônica de Teresina, Balé da Cidade, Coral Infantil, entre outros, farão participação especial. Haverá ainda plantio de mudas por crianças e distribuição para o público presente.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pesquisadores afirmam que o Piauí não está no caminho do desenvolvimento

Reportagem Especial para o Blog Meio Ambiente do Piauí
Por Katya D’Angelles

Professores da UFPI Bartira Araújo
e Antônio Cardoso Façanha
Especialistas em desenvolvimento e meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí revelam em entrevista que o Estado não está acompanhando a tendência mundial de desenvolvimento territorial, industrialização, preservação ambiental, desenvolvimento urbano e sustentabilidade. Para o professor doutor Antonio Cardoso Façanha, coordenador do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí, o Estado não usa ao seu favor o fato de ser um dos últimos no processo de industrialização do Brasil, no qual poderia aprender com os erros cometidos dos demais estados. Para a professora Bartira Araújo, Mestre em Desenvolvimento em Meio Ambiente, empresas instaladas no Piauí ainda usam a preocupação de gestão ambiental apenas como ferramenta de marketing e promoção. Os dois afirmam que o Piauí ainda padece de uma política ambiental coordenada, na qual governos municipais e do Estado, trabalhem a prevenção de problemas que vão desde políticas que garantam industrialização acompanhada do desenvolvimento sustentável até a fiscalização do lixo hospitalar nas cidades de maior porte. “Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento”, afirma Façanha.

Katya D’Angelles - O fato do Piauí, no que diz respeito a desenvolvimento, estar atrasado em algumas áreas pode ser revertido de forma positiva, vendo no que os outros estados erraram e tentando não repetir os erros. Isso se verifica no binômio industrialização e meio ambiente?
Bartira Araújo - Isso não ocorre no Piauí. Às vezes não se comete os mesmos erros como se comete erros mais graves do que os que já ocorreram em outros estados. Em relação a questão ambiental no Piauí, as empresas não costumam divulgar muito as suas ações de gestão e preservação ambiental, por isso não temos como medir isso. Uma das empresas que acompanhamos em Teresina é a Ambev. Estivemos lá e verificamos que lá as coisas estão bem encaminhadas. Eles têm projetos de reutilização e uso de combustíveis alternativos e energia limpa, mas no Piauí a maioria das empresas ainda utilizam a questão ambiental apenas como estratégia de Marketing. Outras empresas de grande porte na capital, por exemplo, tem um processo produtivo muito fechado e de difícil acesso para pesquisadores.

K.D  – Isso pode representar um problema para a política de planejamento ambiental do Estado?
Antonio Façanha - Essa é uma prática que não se admite mais no contexto atual. Enquanto nós estamos no mundo e no Brasil construindo praticas sólidas de preservação ambiental, valorizando uma industrialização de escala menor, de uma chamada economia solidária. Temos produtores avançando em práticas de produção e sustentabilidade, no Piauí o caso dos apicultores e das associações de quebradeiras coco são exemplos disso, mas por outro lado vemos também que ainda existem empresas de médio e grande porte que não adotam estas práticas de preocupação com a gestão ambiental e da região onde estão envolvidas.

K.D  - As atuais perspectivas de industrialização no Piauí são encaradas como sinônimo de desenvolvimento?
A.F - Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento. O crescimento é aumento do poder de fogo da economia local, em que ela vai ter grande capacidade, mas a grande questão é: a chegada destas indústrias se traduz realmente em um conjunto de melhorias para a sociedade? Isto é que é desenvolvimento, tem que saber se não traz somente o desenvolvimento econômico. Você pode ter uma indústria de grande porte, que gera 120 empregos e que tem condições de trabalhar com apenas 20 funcionários porque é toda automatizada. Uma empresa de grande volume de dinheiro que consegue trabalhar com poucos funcionários. O desenvolvimento é quando esse processo de industrialização trás um conjunto de melhorias para a sociedade.

K.D  – Isso ocorre no Piauí?
A.F - Se você for verificar em alguns municípios do Piauí você vai encontrar PIB dos municípios em que há populações extramente pobres, como o caso de Uruçuí, onde está a Bunge, e os municípios de Fronteiras e Capitão Gervásio, onde está a fábrica de cimento Nassau. São cidades com PIB percapita por habitante maior que chegam a ser maiores que média de grandes cidades do Brasil, mas que não possuem desenvolvimento. Por conta da presença de uma unidade fabril que tem grande rendimento, quando é dividido pelo número de habitantes tem-se esta discrepância de realidade. E a gente vê que o processo de industrialização está mudando para o interior, as empresas não procuram mais as capitais ou regiões de grande porte, procuram as cidades do interior.

K.D  – Se na capital o acompanhamento e fiscalização da política de gestão ambiental é difícil como fica a situação no interior?
B.A – Tudo deve começar a partir da elaboração dos planos diretores destes municípios. A partir do momento em que ele é estruturado fica mais fácil até mesmo para a própria sociedade passar a cobrar e a fiscalizar. Não adiante se exigir apenas dos órgãos públicos, tem que ser uma associação. Tem que se exigir das empresas, dos estados e a da própria sociedade. O plano diretor ele permite isso, a idéia de se construir um plano diretor é de se ouvir todos os agentes, e a partir disso, se exige um conjunto de metas que tem obrigações para todos. Antes a exigência do plano diretor era para cidades com mais de 20 mil habitantes, mas hoje não, ele deve ser feito por cidades de menor porte.

K.D   - Que tipo de conseqüências ilustram essa ausência?
A.F – É bom salientar que quando uma empresa chega em uma cidade pequena ela não tem um direcionamento porque não há um plano diretor. Então o que se vai fazer com os resíduos? Os municípios não possuem nenhuma direção de gestão ambiental. É bom lembrar que com este processo se gera uma demanda de serviços, um exemplo é a questão da saúde, são instaladas clínicas onde e os resíduos destas clínicas são jogados na natureza. O problema de lixo hospitalar no interior do Piauí é muito sério. Em municípios como Paranaíba, Picos, Floriano e São Raimundo Nonato têm sérios problemas, pois apresentam maior crescimento. E um plano diretor com o capítulo meio ambiente pode evitar tudo isso. A questão deve ser aliar o plano diretor dos municípios a uma política estadual.

K.D  – Hoje, quais são as atividades que mais agridem o meio ambiente no Piauí?
B.A – Uma setor que tem se destacado muito é o setor da construção civil, principalmente na capital. Tanto no que diz respeito a obras públicas como obras da iniciativa privada. A construção civil causa danos grandiosos que não são percebidos em curto prazo. Um exemplo é o caso da extração de materiais que temos em Teresina. Estamos vivenciando os resultados de uma exploração sem fiscalização que prejudicou os rios Parnaíba e Poty. A extração de areia durante muitos anos não foi alvo de nenhuma regulamentação, foi somente a partir da ação do Ministério Público e da pressão da sociedade, há bem pouco tempo, que a extração de areia no rio foi regulamentada.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Problemas socioambientais urbanos

*Marcio Alves Carneiro, Marinaldo de Jesus Souza e Wagner Silva Mendes
Com o crescimento e ocupação urbana de forma desordenada, não levando em consideração fatores relacionado a capacidade de uso do solo urbano ou seguimentos previsto em lei para ocupação e construção, desencadeia uma serie de problemas sendo os mais graves; Inundação e impactos Ambientais.
Segundo Amorim (2000), os processos de ocupação e expansão do meio urbano é um sério problema da humanidade, principalmente quando ocorre de forma desordenada, utilizando os recursos naturais sem um devido planejamento.
O planejamento é uma das formas mais eficiente para reduzir os impactos ambientais causado pelo homem, sabendo que qualquer ambiente modificado promove desequilíbrio. Estudos sistemáticos no planejamento contribuem para reduzir os impactos negativos com o crescimento urbano. Guerra (2004) faz uma colocação plausível relatando que, “a tendência atual do limitado planejamento urbano integrado, está levando às cidades a um caos ambiental, com custo extremamente alto para toda a sociedade”.
Área a ser dematada no centro de Teresina para construção de um shoping

Nas grandes cidades brasileiras podemos observar que o crescimento desordenado sem planejamento vem proporcionando uma sequência de inundações e problemas ambientais e de saúde publica com o destino final do lixo, que causa sérios danos ao meio ambiente com o aumento da poluição do solo, das águas (subterrânea e de superfície) e do ar, levando a um contínuo e acelerado processo de deterioração do ambiente, com uma série de implicações na qualidade de vida dos habitantes e nos seus bens naturais.
No planejamento urbano têm que levar em consideração os fatores ambientais, estudos detalhados da região caracterizando bacias hidrográficas, capacidade de uso do solo urbano, permeabilidade do solo, geologia do local, existência de mananciais, cursos de rios ou córregos e demais fatores.
No processo de planejamento urbano, questões ambientais são importantes, pois é possível prever usos e impactos e fazer um zoneamento da região de forma que cada atividade interfira o mínimo possível nas atividades vizinhas e no meio ambiente.
Levar as condições ambientais em consideração ajuda na preservação dos recursos naturais e dá capacidade do ambiente se recuperar dos danos causados pela urbanização, além de proporcionar um bem-estar maior à população. Mas para isso falta uma harmonização na Constituição Brasileira entre o Plano Diretor e o RIMA (Relatório de Impacto Do Meio Ambiente), para que não ocorram barreiras para a execução dos objetivos propostos nos Planos Diretores.    

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Secretário encerra trabalho na SEMAM com avanços

O vereador Valdemir Virgino, há um ano assumiu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Teresina, e repassa o órgão com projetos ambientais em andamento e o orçamento da SEMAM quase dobrado.

A demanda de serviços da SEMAM tem aumentado na capital por conta do crescimento da cidade, onde os serviços de preservação e fiscalização do meio ambiente e recursos hídricos são essenciais. O secretário Valdemir, destacou que nenhum trabalho deixou de ser feito desde que assumiu, e afirma que o meio ambiente de Teresina precisa de atenção especial, pois ele interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas, especialmente, a classe mais pobre.

“Assumi a secretaria com o desafio de atender a população teresinense, através de trabalhos de educação ambiental, fiscalização, licenciamento, monitoramento, distribuição de mudas dentre outras serie de atividades juntamente com nossa equipe”, disse.

Valdemir informou também que em um ano a secretaria fez parcerias público privadas visando a recuperação dos principais parques ambientais de Teresina, e também fazendo levantamentos para saber a real situação dos demais. Em 2010 ainda foi criado o Viveiro de Mudas Citronela dentro do Parque da Cidade, que já distribuiu centenas de mudas.

Durante um ano foram realizadas blitz ambientais visando a conscientização da população. E ainda o Oscar Ambiental que premiou pessoas, empresas e organizações que se destacaram na defesa do meio ambiente em 2010, e outros projetos ambientais com a comunidade como o Amiguinhos do Parque e Ação Citronela.

“Acredito que a Prefeitura de Teresina dará cada vez mais atenção para a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, pois a proteção e fiscalização do meio ambiente é uma necessidade real, e os teresinenses estão cobrando muito.”

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cientistas brasileiros anunciam plástico feito a partir de frutas

Pesquisadores da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) anunciaram na última semana uma novidade na fabricação de plástico. A alternativa encontrada por eles elimina o uso de petróleo e tem as frutas como suas principais matérias-primas.

O processo tem como fundamento a obtenção nanocelulose, proveniente de frutas e vegetais. l Imagem: Divulgação
Segundo eles, as fibras retiradas de banana, abacaxi ou casca de coco podem ser transformadas em um material mais resistente do que o plástico feito atualmente, e baseado em fontes totalmente sustentáveis.

O processo tem como fundamento a obtenção nanocelulose, proveniente de frutas e vegetais. Para isso, os cientistas usam um equipamento que promove uma espécie de cozimento das folhas e caules de plantas, juntamente com alguns elementos químicos. O resultado desse processo são as nanofibras, que depois são transformadas no bioplástico.

Em declaração feita ao portal Terra, o engenheiro agrônomo e líder do estudo, Alcides Leão, explicou que a novidade pode ser aplicada a diversas utilidades. Inicialmente o plástico deve ser usado na indústria automobilística. Porém, o material tem muito potencial para beneficiar também a indústria médica, na fabricação de próteses e pinos, e até mesmo na área militar, utilizando-o em coletes à prova de balas e capacetes militares.

Por ser 30% mais leve e até quatro vezes mais forte que o plástico comum, o novo material deve resultar em muitas vantagens. No setor automobilístico, por exemplo, peças de carros mais leves resultam em economia de combustível e consequente redução nas emissões de gases de efeito estufa. Outra boa notícia é o fato de que o plástico pode ser feito a partir dos restos de frutas que seriam descartados em aterros ou direcionados à compostagem.

Os gastos com esse processo ainda não foram totalmente fechados, mas os pesquisadores acreditam que em até dois anos a indústria automobilística já estará fazendo uso do bioplástico. Com informações do Portal Terra.

Fonte: CicloVivo

sábado, 9 de abril de 2011

Desmatamento gera conflitos de 'Agricultores X Produtores'

O desmatamento indiscriminado nas terras dos cerrados está gerando conflitos entre grandes fazendas de soja e pequenos produtores dos municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves, a cerca de 600 km ao sul de Teresina, uma das regiões mais prósperas dos cerrados piauienses. O crime ambiental está soterrando plantações de capim e causando o envenenamento de riachos e olhos d’água.
Os moradores temem que animais que bebem as águas dos riachos estejam sendo envenenados e que eles próprios, moradores, também sejam afetados. A denúncia de assoreamento das pastagens e do envenenamento de animais através da água dos riachos, e do risco do problema também afetar moradores das duas cidades foi levada na semana passada à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semar).
O problema ocorreu por causa do desmatamento de áreas além do permitido nas terras da Serra Branca. Os produtores de grãos desmataram áreas muito próximas às margens das descidas para as localidades situadas abaixo da serra, os chamados “baixões”, terras ricas em nascentes de riachos e próprias para criação de gado. A lei determina que sejam preservados pelos menos 200 metros de mata virgem entre a serra e as descidas para os baixões, para que a vegetação nativa contenha a água e areia que escoam com as chuvas.


Como essa área de contenção foi desmatada, a água das chuvas desce serra abaixo, carregando areia, pedras e o que mais encontrar pela frente. Foi exatamente isso que ocorreu nos dias 12 e 13 de março, quando choveu 150 mililitros na Serra Branca (a média da região, quando chove bem, é de 30 mililitros). O envenenamento pode estar ocorrendo porque a água que desce serra abaixo também leva consigo resíduos de produtos químicos utilizados nas plantações e o óleo dos caminhões e máquinas de plantação e colheita.
O problema atinge comunidades e pequenas fazendas nos municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Ribeiro Gonçalves, onde estão localizadas algumas das maiores fazendas de produção de grãos dos cerrados. Cerca de 150 famílias residem nos baixões, situados a aproximadamente 2 mil metros abaixo da serra. A equipe do DIÁRIO DO POVO esteve no local anteontem e acompanhou uma reunião de pequenos produtores e criadores com donos de fazendas de grãos.
ÁGUA CONTAMINA NASCENTES
Segundo moradores da região, três riachos que cortam as localidades estão com suas águas envenenadas pelos defensivos agrícolas utilizados nas plantações de soja, milho e outros grãos no alto da serra. Eles temem que várias nascentes de riachos e olhos d´água desapareçam sob a areia que as águas trazem da serra. Nos últimos 30 dias, o gado criado nas pequenas fazendas, que bebe a água dos riachos, emagreceu repentinamente e apresentou sintomas de fraqueza e outros problemas.

Os criadores não têm dúvidas de que os animais foram atingidos pelo óleo diesel e pelos diversos tipos de veneno utilizados nas plantações de soja e milho. “Esta época do ano os animais estão sempre sadios, gordos. Não é para estarem magros e doentes assim”, lamenta o agricultor Valdimiro Quixabeira da Rocha, da localidade Nossa Senhora da Aparecida. O agricultor Oscar Quixabeira da Rocha disse que toda uma área de pastagem da pequena fazenda dele foi tomada pela areia que desceu da serra. Segundo ele, aproximadamente 20 hectares de pasto estão perdidos ou comprometidos.
Em uma das áreas afetadas, o areial cobriu parte da plantação de capim braquiara e transformou um amplo capinzal num local parecido a um campo de pouco de avião pequeno. “Tudo meu está aqui, tem hora que dá vontade de desistir”, diz ele, desolado. Ao lado da plantação de capim quase completamente destruída, erguem-se imponentes paredões de arenito de mais de 300 metros. Lá no alto está a Serra Branca, onde a soja e o milho reinam absolutos. (MG)
PRODUTORES RECONHECEM PROBLEMA
Na última terça-feira, representantes das fazendas da Serra Branca desceram aos baixões para reunião com os moradores afetados pelos problemas decorrentes do desmatamento. Na quarta à noite, foi a vez de agricultores subir a serra para conversar com os produtores. A reportagem do 180graus presenciou a conversa deles com o gerente do Condomínio Galliota, Marcos Jordão,que detém uma faixa de terras com soja e milho nas proximidades da descida para os baixões.

Marcos Jordão disse que a produção do condomínio também foi afetada pelas águas que desceram serra abaixo. “Perdemos 400 hectares de milho. A água que desceu aqui parecia um rio, arrastando tudo”, afirmou. Segundo ele, o problema reside 18 km acima da propriedade dele, devido à falta de curvas de nível no chão para “segurar” a água das chuvas. No local, foram desmatados cerca de 6 mil hectares no ano passado, mas não foram feitos os “bigodes”, como eles chamam a curva de nível.
Marcos se comprometeu a colocar máquinas para fazer uma estrada na ladeira para os baixões e ajudar na reconstituição do pasto destruído. Ontem, Oscar Rocha e outros agricultores dos baixões foram conversar com a direção da fazenda Brasil Agro, a outra empresa acusada de responsável pelo desmatamento irregular. A direção da fazenda se comprometeu a instalar as curvas de nível para conter a água das chuvas e também a indenizar as famílias atingidas reconstituindo as pastagens. (MG).
REPÓRTER: Mussoline Guedes - Especial para o 180graus

domingo, 27 de março de 2011

MPF X MMA: ICMBio é acusado de envolvimento com a indústria do carvão no PI

Tânia Martins, de Teresina

Com a decisão política entre governo do Piauí e o Instituto Chico Mendes -ICMBio, de não incluir a floresta Serra Vermelha, de 120 mil hectares, no Sul do Piauí, na ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões, para beneficiar a empresa JB Carbon, o Ministério Público Federal, antes mesmo de a empresa iniciar um novo projeto de exploração predatória da área, está entrando com uma Ação Civil Pública contra o Ministério do Meio Ambiente para criar uma unidade de conservação no local.
O Procurador Tranvanvan Feitosa, do Ministério Público (de terno à direita) recebe uma comissão de ambientalistas. Da esquerda para a direita,  Katia Vasconcelos, da RMA-Rede de ONGs da Mata Atlântica; Rubens Luna, ambientalista da Rede Ambiental do Piauí-REAPI; Luiz Carlos, do Sindicato dos Jornalistas do Piauí; Miriam Prochnow, da RMA; ambientalista Eliana Leite; Francisco Soares, da Fundação Rio Parnaíba; Vereadora Teresa Brito (PV-PI; o advogado Jeferson Oliveira da RMA e o Feitosa.

A Ação foi uma iniciativa do Procurador da República no Piauí, Tranvanvan Feitosa, que foi buscar argumentos nos relatórios do próprio MMA assinados por técnicos que deixam claro a importância biológica da floresta, considerada a última do semi-árido brasileiro e ainda o Mapa de Ampliação da Lei 11.428/06, a lei da Mata Atlântica, que abrange algumas regiões do Piauí, entre elas, a Serra Vermelha. De acordo com o procurador Feitosa, causou estranheza o fato da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Piauí ter excluído a área, o que pode significar o favorecimento para a empresa JB Carbon,  que tem a posse da terra e vinha explorando-a de forma predatória.
Ação importante
Para o movimento ambiental, a atitude do Ministério Público é de extrema importância já que consideram ter havido indícios de corrupção durante todo o processo envolvendo a área da empresa JB. Entre as suspeitas levantadas está a apro­va­ção, pelo Governo Federal, de R$ 150 milhões, para o Governo do Piauí, pelas terras estaduais que foram incorporadas ao parque, cerca de 300 mil hectares.
Desde o início, a transação deixou um rastro de ilegalidade. Isso só foi revelado recentemente quando a Casa Civil, depois de já ter liberado R$ 50 milhões, decidiu solicitar a apresentação da documentação exigida por lei para efetivar o negócio: autorização da Assembléia Legislativa para vender patrimônio estadual e o levantamento fundiário.
Negócio sujo envolve ICMBio
O presidente da Fundação Rio Parnaíba, Francisco Soares, acredita na existência de uma negociata envolvendo o presidente do ICMBio, Rômulo Melo, deputados da bancada do Piauí e o governo do Estado, para proteger o empresário João Batista Fernandes, dono do projeto Energia Verde que consiste em produzir carvão a partir da mata nativa.
"Foi feito uma "maracutaia" isso ficou claro quando supervalorizaram o preço por hectare de terra na região. Em média, custa R$ 100 e que no processo da ampliação do parque subiu para R$ 1.000", afirma Soares. Ele diz  ainda que quando percebeu a ilegalid­a­des tentou evitar a transação denunciando o presidente do ICMBio no Conama. "Cheguei a falar com o Rômulo pessoalmente avisando-lhe que ele cometeria um crime contra o Piauí e o Brasil", salientou Francisco Soares.
Coincidências
Lucro com carvão
Coincidência ou não, o certo é que o decreto de ampliação do parque trás clausulas que encaixa exatamente com a finalidade da empresa JB Carbon: lucrar à custa da destruição da floresta. O artigo 5 diz que "fica permitida na Zona de Amortecimento do Parque Nacional da Serra das Confusões", ou seja, justamente área da JB Carbon  "a exploração de florestas e formações sucessoras sob o regime de manejo florestal sustentável, tanto de domínio público como de domínio privado, desde que previamente aprovado pelo órgão ambiental competente do Sistema Nacional de Meio Ambiente, nos termos do art. 19 da Lei n 4.771, de 15 de setembro de 1965." 
Já no artigo 8, o decreto beneficia, além da JB, outros empresários e políticos que têm terras na região, embora griladas. "Art. 8 -  Ficam declaradas de utilidade pública, para fins de desapropriação pelo Instituto Chico Mendes, os imóveis rurais privados existentes no Parque Nacional da Serra das Confusões, nos termos dos arts. 5 , alínea "k", e 6 do Decreto-Lei 3.365". O negócio continuou quando o governo do Estado conseguiu com o ex-presidente Lula, R$ 150 milhões, que seriam justificados como se o Piauí estivesse vendendo um pedaço de terra para a União. (TM)

MP vai acionar governo do Estado e empresas por poluição ambiental



Fonte: Cidade Verde

segunda-feira, 21 de março de 2011

UFPI analisa parcerias para defesa do Meio Ambiente



Representantes de diversos setores da sociedade estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (18) com o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior. O objetivo da reunião foi propor uma parceria entre a Universidade Federal do Piauí, Ministério Público Estadual (MPE) e órgãos ligados à causa ambiental para incentivo da pesquisa e defesa do meio ambiente.
A promotora do MPE, Dra. Carmen Almeida, disse que o intuito da reunião é fazer com que a UFPI se volte para a reflexão acerca da vegetação protegida no estado do Piauí, através da Lei 11.428, que trata do domínio da Mata Atlântica no Estado. "Propusemos um convênio entre o MPE e UFPI. O reitor disse que tem todo o interesse e que em breve o convênio será formalizado", comenta.
O reitor, Luiz Júnior, considera a proposta bastante relevante e que a UFPI deve se fazer presente em todas as discussões relevantes que envolvam questões ambientais no estado. "Esta parceria irá fomentar e ampliar as discussões sobre meio ambiente no âmbito acadêmico, gerando o envolvimento de nossos pesquisadores, que contribuirão, de forma efetiva, com a questão, produzindo estudos e elaborando propostas", ressalta.
O presidente da Fundação Rio Parnaíba (FURPA) e conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), Francisco Soares, acredita que o acordo de cooperação técnica com a UFPI vai contribuir para o levantamento mais detalhado da biodiversidade, além de ser uma contribuição importante para o desenvolvimento das causas ambientais no Estado. "É importante envolver a comunidade acadêmica nas discussões sobre a defesa de nossos biomas e ecossistemas", argumenta.
"Estamos preocupados com a perda acelerada da biodiversidade devido a grande quantidade de desmatamento no Piauí. Tudo está sendo destruído antes de conhecermos nossas verdadeiras riquezas. E ficamos satisfeitos em ver a UFPI preocupada em estimular ainda mais pesquisas e proteger o meio ambiente", acrescenta o ambientalista Dionísio Carvalho.
Participaram da reunião - a promotora do MPE, Carmen Almeida, representantes da Rede Ambiental do Piauí; o presidente da FURPA, Francisco Soares, a professora da UFPI, Conceição Lage; a orientadora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Profª Jaíra Alcobaça; o procurador estadual Marcelo Coelho, o ambientalista Dionísio Carvalho e os jornalistas André Pessoa, Tânia Martins, e Margareth Leite.
Fonte: UFPI

sexta-feira, 4 de março de 2011

Aprenda a fazer um saco de lixo doméstico feito de jornal

A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" das sacolinhas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas será que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo? Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro (absorventes, fio dental, cotonetes), o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A ideia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí. Veja:


Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado. Para ver melhor os detalhes, clique na foto para aumentar.
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Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.
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Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda.

                                          https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi4FJzZHOcUl9mMFNHlExwzGZJ4KBLnB-6jZLXp0NCmvHgx3Ft1vezFG51ObwB90L_tbnCDiiLrF712gFK_gzNw_YGYOWbTqvR3LtdsWSs2-Wd-JRzfE2V3jUra15RYovwxgQQ0NFEAiGBy/s200/saco+jornal+3.jpg
Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjGpFHAU5UJhQ8S3RFBmXqvxgj6qda1Y1d2_lGWIf26NKl2NOxgrLIgsQf-3t3ccHa4ISEm-eEiePuvm9xoTEPKQFj7kKsIPVM3gox9fRItKgelLxiH0lHFcPG-SPBibL0r5s1eSLzaXZPh/s200/saco+jornal+4.jpg
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoqrc0g_BNOJM6eP-xZ1cdCkCJtfwPELULUB4vCeuAQBPqiieJ8mWalrlY8Pkk78P6KpY4peO_pW6O-HROU2D-I1hngaTiRK_xi6zqaWmKfSw4mjQPN3sie6Bds22m9ZDjYPQUfSFaEV7Q/s200/saco+jornal+5.jpg

Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEirB0Cn_AQR-pX3rGfVt6EbKCcj_5A6YrKPJG_-xmP04S1CGF5tOY-9e7UTuiYf8W4HEOqgFQMmKPsDyx3_e3sb6ifMR4DxHqrrGxfTIlnYv30VT6_fBKIdxy9n96qlQrRUyahZkeDg_Ttc/s200/saco+jornal+6.jpg

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgi5VVM-MmdMbsV0rquXNQoz2RWNxkjNkgAAp3Dylk7CGONxfdNU9ILv8Sjhdq5jfA8Y9XeKKyupbSNcxlTEFuIULKgwsA_dUJ-O70P-ltsDD_Dl4pBDuGPrp79G-RlVwPURmhu6B-sv0KP/s200/saco+jornal+7.jpg

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:

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Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!

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É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!
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Que tal?
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Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

Fonte: Instituto Nina Rosa