Mostrando postagens com marcador ufpi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ufpi. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pesquisadores afirmam que o Piauí não está no caminho do desenvolvimento

Reportagem Especial para o Blog Meio Ambiente do Piauí
Por Katya D’Angelles

Professores da UFPI Bartira Araújo
e Antônio Cardoso Façanha
Especialistas em desenvolvimento e meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí revelam em entrevista que o Estado não está acompanhando a tendência mundial de desenvolvimento territorial, industrialização, preservação ambiental, desenvolvimento urbano e sustentabilidade. Para o professor doutor Antonio Cardoso Façanha, coordenador do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí, o Estado não usa ao seu favor o fato de ser um dos últimos no processo de industrialização do Brasil, no qual poderia aprender com os erros cometidos dos demais estados. Para a professora Bartira Araújo, Mestre em Desenvolvimento em Meio Ambiente, empresas instaladas no Piauí ainda usam a preocupação de gestão ambiental apenas como ferramenta de marketing e promoção. Os dois afirmam que o Piauí ainda padece de uma política ambiental coordenada, na qual governos municipais e do Estado, trabalhem a prevenção de problemas que vão desde políticas que garantam industrialização acompanhada do desenvolvimento sustentável até a fiscalização do lixo hospitalar nas cidades de maior porte. “Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento”, afirma Façanha.

Katya D’Angelles - O fato do Piauí, no que diz respeito a desenvolvimento, estar atrasado em algumas áreas pode ser revertido de forma positiva, vendo no que os outros estados erraram e tentando não repetir os erros. Isso se verifica no binômio industrialização e meio ambiente?
Bartira Araújo - Isso não ocorre no Piauí. Às vezes não se comete os mesmos erros como se comete erros mais graves do que os que já ocorreram em outros estados. Em relação a questão ambiental no Piauí, as empresas não costumam divulgar muito as suas ações de gestão e preservação ambiental, por isso não temos como medir isso. Uma das empresas que acompanhamos em Teresina é a Ambev. Estivemos lá e verificamos que lá as coisas estão bem encaminhadas. Eles têm projetos de reutilização e uso de combustíveis alternativos e energia limpa, mas no Piauí a maioria das empresas ainda utilizam a questão ambiental apenas como estratégia de Marketing. Outras empresas de grande porte na capital, por exemplo, tem um processo produtivo muito fechado e de difícil acesso para pesquisadores.

K.D  – Isso pode representar um problema para a política de planejamento ambiental do Estado?
Antonio Façanha - Essa é uma prática que não se admite mais no contexto atual. Enquanto nós estamos no mundo e no Brasil construindo praticas sólidas de preservação ambiental, valorizando uma industrialização de escala menor, de uma chamada economia solidária. Temos produtores avançando em práticas de produção e sustentabilidade, no Piauí o caso dos apicultores e das associações de quebradeiras coco são exemplos disso, mas por outro lado vemos também que ainda existem empresas de médio e grande porte que não adotam estas práticas de preocupação com a gestão ambiental e da região onde estão envolvidas.

K.D  - As atuais perspectivas de industrialização no Piauí são encaradas como sinônimo de desenvolvimento?
A.F - Ressalto que nós já temos há muito tempo este discurso de que com a chegada da indústria no município e no Estado, elas trazem automaticamente o desenvolvimento. Este é um discurso muito forte. E um discurso onde se confunde a palavra crescimento com desenvolvimento. O crescimento é aumento do poder de fogo da economia local, em que ela vai ter grande capacidade, mas a grande questão é: a chegada destas indústrias se traduz realmente em um conjunto de melhorias para a sociedade? Isto é que é desenvolvimento, tem que saber se não traz somente o desenvolvimento econômico. Você pode ter uma indústria de grande porte, que gera 120 empregos e que tem condições de trabalhar com apenas 20 funcionários porque é toda automatizada. Uma empresa de grande volume de dinheiro que consegue trabalhar com poucos funcionários. O desenvolvimento é quando esse processo de industrialização trás um conjunto de melhorias para a sociedade.

K.D  – Isso ocorre no Piauí?
A.F - Se você for verificar em alguns municípios do Piauí você vai encontrar PIB dos municípios em que há populações extramente pobres, como o caso de Uruçuí, onde está a Bunge, e os municípios de Fronteiras e Capitão Gervásio, onde está a fábrica de cimento Nassau. São cidades com PIB percapita por habitante maior que chegam a ser maiores que média de grandes cidades do Brasil, mas que não possuem desenvolvimento. Por conta da presença de uma unidade fabril que tem grande rendimento, quando é dividido pelo número de habitantes tem-se esta discrepância de realidade. E a gente vê que o processo de industrialização está mudando para o interior, as empresas não procuram mais as capitais ou regiões de grande porte, procuram as cidades do interior.

K.D  – Se na capital o acompanhamento e fiscalização da política de gestão ambiental é difícil como fica a situação no interior?
B.A – Tudo deve começar a partir da elaboração dos planos diretores destes municípios. A partir do momento em que ele é estruturado fica mais fácil até mesmo para a própria sociedade passar a cobrar e a fiscalizar. Não adiante se exigir apenas dos órgãos públicos, tem que ser uma associação. Tem que se exigir das empresas, dos estados e a da própria sociedade. O plano diretor ele permite isso, a idéia de se construir um plano diretor é de se ouvir todos os agentes, e a partir disso, se exige um conjunto de metas que tem obrigações para todos. Antes a exigência do plano diretor era para cidades com mais de 20 mil habitantes, mas hoje não, ele deve ser feito por cidades de menor porte.

K.D   - Que tipo de conseqüências ilustram essa ausência?
A.F – É bom salientar que quando uma empresa chega em uma cidade pequena ela não tem um direcionamento porque não há um plano diretor. Então o que se vai fazer com os resíduos? Os municípios não possuem nenhuma direção de gestão ambiental. É bom lembrar que com este processo se gera uma demanda de serviços, um exemplo é a questão da saúde, são instaladas clínicas onde e os resíduos destas clínicas são jogados na natureza. O problema de lixo hospitalar no interior do Piauí é muito sério. Em municípios como Paranaíba, Picos, Floriano e São Raimundo Nonato têm sérios problemas, pois apresentam maior crescimento. E um plano diretor com o capítulo meio ambiente pode evitar tudo isso. A questão deve ser aliar o plano diretor dos municípios a uma política estadual.

K.D  – Hoje, quais são as atividades que mais agridem o meio ambiente no Piauí?
B.A – Uma setor que tem se destacado muito é o setor da construção civil, principalmente na capital. Tanto no que diz respeito a obras públicas como obras da iniciativa privada. A construção civil causa danos grandiosos que não são percebidos em curto prazo. Um exemplo é o caso da extração de materiais que temos em Teresina. Estamos vivenciando os resultados de uma exploração sem fiscalização que prejudicou os rios Parnaíba e Poty. A extração de areia durante muitos anos não foi alvo de nenhuma regulamentação, foi somente a partir da ação do Ministério Público e da pressão da sociedade, há bem pouco tempo, que a extração de areia no rio foi regulamentada.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

I Fórum Ambiental dos Municípios do Litoral Piauiense


A Associação Ambientalista Ave Guará do Delta do Parnaíba, com o apoio de estudantes e professores dos cursos de Biologia e Turismo da Universidade Federal do Piauí, promoverão o I Fórum Ambiental dos Municípios do Litoral Piauiense, no próximo dia 30, no auditório da UFPI, Campus Ministro Reis Veloso. 

Moradores dos quatro municípios foram convidados a participarem de tão encontro, onde serão analisados os problemas ambientais de cada município, com as presenças de autoridades, como secretários de meio ambiente e turismo da cada município. É o fórum adequado para expor preocupações e apresentar sugestões na busca do desenvolvimento sócio-ambiental e econômico local.

Entre os temas que serão abordados, elegemos dois como principais: A situação atual das praias, e a coleta seletiva e o acondicionamento dos resíduos sólidos urbanos.

O encontro faz um convite para que a sociedade e as autoridades se engajem nesse processo de mobilização participativa. Entendemos que precisamos somar esforços na tentativa de pelo menos reduzir as ocorrências indesejáveis.

Fonte: Proparnaiba

quarta-feira, 23 de março de 2011

DINTER de geografia da UFPI/UFMG promove palestra


DATA: 28 DE MARÇO DE MARÇO DE 2011
HORÁRIO: 18h
LOCAL: AUDITÓRIO NOÉ MENDES, CCHL/UFPI
PALESTRA: UM OLHAR GEOGRÁFICO SOBRE OS BIOMAS: O EXEMPLO DE MINAS GERAIS

Foto: André Pessoa
                 Discute-se a idéia de bioma a partir de uma perspectiva abrangente, na qual os fatores ecológicos são abordados em termos de suas manifestações na escala planetária. Focaliza-se então, a posição do Brasil no contexto mundial, quando são acentuadas nossas características naturais mais marcantes, que definem a distribuição de nossos biomas. A partir daí, o foco passa a ser Minas Gerais e os diversos condicionantes ecológicos que implicam no quadro biômico do estado. Tais biomas são então discutidos sob a perspectiva ambiental, notadamente no que diz respeito ao empobrecimento da biodiversidade no estado. Ênfase especial é dada aos biomas Cerrado e Mata Atlântica, os dois “hotspots” brasileiros da biodiversidade."
Palestrante: Bernardo Machado Gontijo

Possui graduação em Ciencias Biologicas - Licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1983), graduação em Geografia pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (1988), mestrado em Estudos Latino Americanos - Vanderbilt University (1992) e doutorado em Desenvolvimento Sustentável pela Universidade de Brasília (2003). Atualmente é professor adjunto do Instituto de Geociências da UFMG. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geografia e Meio Ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: unidade de conservação, vegetação, áreas verdes urbanas, transformação ambiental e turismo

segunda-feira, 21 de março de 2011

UFPI analisa parcerias para defesa do Meio Ambiente



Representantes de diversos setores da sociedade estiveram reunidos na manhã desta sexta-feira (18) com o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior. O objetivo da reunião foi propor uma parceria entre a Universidade Federal do Piauí, Ministério Público Estadual (MPE) e órgãos ligados à causa ambiental para incentivo da pesquisa e defesa do meio ambiente.
A promotora do MPE, Dra. Carmen Almeida, disse que o intuito da reunião é fazer com que a UFPI se volte para a reflexão acerca da vegetação protegida no estado do Piauí, através da Lei 11.428, que trata do domínio da Mata Atlântica no Estado. "Propusemos um convênio entre o MPE e UFPI. O reitor disse que tem todo o interesse e que em breve o convênio será formalizado", comenta.
O reitor, Luiz Júnior, considera a proposta bastante relevante e que a UFPI deve se fazer presente em todas as discussões relevantes que envolvam questões ambientais no estado. "Esta parceria irá fomentar e ampliar as discussões sobre meio ambiente no âmbito acadêmico, gerando o envolvimento de nossos pesquisadores, que contribuirão, de forma efetiva, com a questão, produzindo estudos e elaborando propostas", ressalta.
O presidente da Fundação Rio Parnaíba (FURPA) e conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), Francisco Soares, acredita que o acordo de cooperação técnica com a UFPI vai contribuir para o levantamento mais detalhado da biodiversidade, além de ser uma contribuição importante para o desenvolvimento das causas ambientais no Estado. "É importante envolver a comunidade acadêmica nas discussões sobre a defesa de nossos biomas e ecossistemas", argumenta.
"Estamos preocupados com a perda acelerada da biodiversidade devido a grande quantidade de desmatamento no Piauí. Tudo está sendo destruído antes de conhecermos nossas verdadeiras riquezas. E ficamos satisfeitos em ver a UFPI preocupada em estimular ainda mais pesquisas e proteger o meio ambiente", acrescenta o ambientalista Dionísio Carvalho.
Participaram da reunião - a promotora do MPE, Carmen Almeida, representantes da Rede Ambiental do Piauí; o presidente da FURPA, Francisco Soares, a professora da UFPI, Conceição Lage; a orientadora do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Profª Jaíra Alcobaça; o procurador estadual Marcelo Coelho, o ambientalista Dionísio Carvalho e os jornalistas André Pessoa, Tânia Martins, e Margareth Leite.
Fonte: UFPI

sábado, 29 de janeiro de 2011

Geoprocessamento na gestão da paisagem cultural e ambiental

O Programa de Doutorado Interinstitucional (DINTER) da Universidade Federal do Piauí em conjunto com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promove a palestra Geoprocessamento na gestão da paisagem cultural e ambiental, ministrada pela professora Dra. Ana Clara Moura do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFMG. O evento, cujo o acesso é gratuito, acontece na próxima quinta-feira, 03 de fevereiro, às 18h no Centro de Tecnologia (CT), em Teresina

A palestra abordará aspectos da urbanização enfocando a evolução da análise e intervenções urbanas, tendências contemporâneas na gestão e planejamento ambiental urbano e o papel da visão sistêmica, modelos em análise espacial urbana e da paisagem cultural.

O tema desperta grande interesse em engenheiros, geógrafos, arquitetos e urbanistas, ambientalistas, gestores municipais entre outros.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mestranda estuda o reutilização de lixo industrial como matéria-prima

Pesquisa se baseia na Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovado pela Câmara Federal

Em março deste ano foi aprovado pela Câmara dos Deputados e encaminhado ao Senado Federal a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estende a responsabilidade do destino de resíduos sólidos para todos os geradores, como indústrias, empresas de construção civil, hospitais, portos e aeroportos.




Com intuito de resolver a problemática do lixo sólido produzido pelas indústrias em Teresina, a estudante Elaine Silva, do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal do Piauí, vem estudando a viabilidade da logística reversa nas indústrias de Teresina.

"Logística Reversa" é o processo que estuda o retorno do material às indústrias; por exemplo, quando uma televisão é descartada o seu destino como lixo é de responsabilidade do fabricante. Esse material pode seguir três destinos: ter algumas peças reutilizadas na produção de outros aparelhos, negociação das peças com outras indústrias, ou dá um destino ambiental a esse lixo, como lixões apropriados para esse tipo de material, explica a mestranda Elaine.


Sob a orientação do Professor José Machado Moita Neto, já foram visitadas 25 empresas teresinenses do ramo de móveis, plásticos e borrachas. Com análise feita em 16 indústrias de móveis, percebeu-se a inviabilidade da logística reversa. "Os estudos feitos nas indústrias de plástico e borracha estão em andamento, já as indústrias de movéis não apresentam modelos voltados para a gestão da qualidade, segurança e responsabilidade socioambiental, fatores importantes que antecedem a aplicação da logística reversa", enfatiza Elaine.


Da Redação
redacao@cidadeverde.com