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sexta-feira, 2 de março de 2012

Apipa celebra o carnaval dos bichinhos na Avenida Raul Lopes



Para quem brincou o carnaval e pensa que a folia de Momo já acabou, a Apipa (Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais) tem uma surpresa. No próximo domingo, dia 04 de março, a partir das 16h, será realizado o I CãoNarval, onde os bichinhos vão cair na folia e os amantes dos animais poderão se divertir e ajudar a sede da Apipa a continuar salvando vidas. A concentração do evento será realizada no campinho ao lado da Ponte Estaiada e contará com carro de som para animar os foliões.

De acordo com a vice-presidente da Associação, Isabel Moura, o I CãoNarval é um evento de confraternização, onde as pessoas que amam animais podem levar seus bichinhos de estimação para passear e entrar em contato com outros cachorros ou gatos. “Além da confraternização, pedimos que aos participantes do evento levem algum tipo de doação para a ajudar a manter a sede da Apipa. Sempre estamos precisando de ração e material de limpeza”, revela Isabel.

Isabel lembra ainda que durante o I CãoNarval, os donos devem levar sacos plásticos para limpar a sujeira de seus bichinhos, além de vasilhas com água para hidratar os animais.

A Apipa conta atualmente com 68 cães e mais de 300 gatos abrigados em sua sede física e possui cinco cães e quatro gatos em tratamento nas clínicas veterinárias Criar e Animal´s, além de diversos animais em recuperação hospedados em lares temporários de protetores voluntários. Os animais da Apipa estão disponíveis para adoção, sendo que os interessados devem apenas assinar um termo de responsabilidade no ato da adoção se comprometendo com o bem-estar do animal adotado.

“Além de incentivar a adoção dos animais que estão hoje no abrigo da Apipa, nós estamos querendo selecionar voluntários para que possam passear com os cães ou com os gatinhos. A rotina deles é muito estressante, há muito animais na nossa sede e o espaço fica reduzido. Quem quiser ajudar pode passar na sede da Apipa e se disponibilizar a levar algum animal para um passeio”, conta a vice-presidente da Associação.

“Contamos com a ajuda de sócios e muitos voluntários, mas ainda há espaço para mais ajuda. Quem quiser contribuir pode entrar em contato conosco, pelo telefone 9951-0201, ou pela nossa Fan Page no Facebook”, conclui Isabel Moura.







Fonte: Facebook APIPA

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Multidão faz caminhada contra a crueldade com animais em Teresina

Cerca de 800 pessoas participam de protesto em defesa dos animais na tarde deste último domingo (22) em Teresina. A ação ocorreu na Avenida Raul Lopes, com uma caminhada que partiu da Ponte Estaiada. Diversas manifestações aconteceram neste domingo (22) em 24 Estados do país, além de cidades norte-americanas como San Diego, Miami e Nova York.

Organizado no Piauí pela Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais (Apipa), o movimento "Contra a a Crueldade com Animais" chamou a atenção para a impunidade nos casos de maus-tratos contra animais domésticos e silvestres. Além de exigir das autoridades brasileiras mais rigor nas punições aplicadas.

A Apipa defende a criação de uma Delegacia de Proteção Animal. Uma petição pública online é endereçada ao governador do Piauí, Wilson Martins, já reuniu quase 2 mil assinaturas.








sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Especulação imobiliária sem controle destrói o verde de Teresina

Por todas as regiões da capital de Teresina o verde exuberante de nossas árvores perde espaço para o barro vermelho e depois vira cinza concreto. Um absurdo o que está acontecendo em Teresina, vale ressaltar o registro que fiz de de obras na região do Recanto das Palmeiras na Avenida João XXIII, uma área importante na contenção de calor e manutenção da umidade está sendo destruída rapidamente. Vale ressaltar que ali existe um belo riacho, que é perene, e está ameaçado pelas construções desenfreadas. Mostro abaixo fotos de obras na região e uma foto aérea que visualiza o riacho.


Clique na imagem que ela amplia que você ver o detalhe do riacho.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Governador é autorizado fazer corte de ipê-amarelo no centro de Teresina

Há alguns dias descobri um lindo ipê-amarelo próximo a Av. Miguel Rosa na Rua Olavo Bilac, mas infelizmente a árvore está com os dias contados, pois o governador Wilson Martins deve cortar a árvore em breve para fazer uma obra. Fiz a denúncia na Prefeitura de Teresina, e procurei o Secretaria de Meio Aambiente e Recursos Hídricos - SEMAM, sobre o corte do ipê e que outras árvores já haviam sido cortadas na área sem autorização da PMT. Conversei pessoalmente com secretário Deocleciano, que me informou que multaria o governador, mas isso até o momento não aconteceu, e ainda soube que a PMT autorizou o corte da árvore. COnversei com um fiscal da PMT que foi no local, e ele afirmou que ali se encontravam irregularidades e que deveria ser aplicada a multa. Não deixaremos isso passar em branco!


sábado, 10 de setembro de 2011

Teresina 350: um dia em favor do clima

O Teresina 350 faz parte da manifestação mundial 350.org a favor do clima. Venha de bicicleta, patins, skate ou mesmo a pé. Traga sua família e seus amigos. Estaremos doando 350 mudas de árvores nativas após uma pedalada no percurso da avenida.


Visitem a página da ONG + Vida, e confirme sua presença.


Ou Facebook

domingo, 5 de junho de 2011

REAPI realiza a exposição fotográfica Bio Piauí em Teresina e Oeiras

Exposição no Parque da Cidade contou com 500 visitantes.
A Rede Ambiental do Piauí – REAPI realiza durante a Semana do Meio Ambiente a Exposição Fotográfica Bio Piauí, nas cidades de Teresina e Oeiras. A atividade teve início neste sábado e irá percorrer escolas, praças, eventos importantes da capital e terá encerramento em Oeiras.
A exposição visa conscientizar a população e tem como foco a educação ambiental, trás as belezas do Piauí bem como a destruição que ameaça as florestas. As imagens são dos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite.
Atuando em todo o Piauí a REAPI vem trabalhando na promoção da Educação Ambiental como um instrumento que requer a participação da sociedade nas discussões sobre a problemática ambiental nas mais diversas regiões com o intuído de reverter ou se não minimizar os impactos ambientais vigentes. A exposição conta com o apoio da empresa Bioanálise e será encerrada na Semana do Meio Ambiente no próximo sábado (05) em Oeiras.
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REAPI e Arquidiocese de Teresina reforçam a defesa pelas florestas


Em uma ação conjunta a Arquidiocese de Teresina juntamente com a Rede Ambiental do Piauí – REAPI, realizaram no dia 01 de junho, no complexo ponte Estaiada, a Celebração pela Vida, um ato em defesa do meio ambiente, especialmente, das florestas piauienses.

O evento contou com a presença de autoridades religiosas, dos movimentos sociais, ambientais e políticas, vale destacar a presença do Bispo Dom Sérgio, que fez um discurso forte cobrando posicionamento dos nossos governantes na defesa de nossas florestas.

Durante o evento foi apresentado um abaixo assinado em defesa das florestas do Piauí, especialmente, as que se encontram protegidas pela Lei 11.428, que é a Lei da Mata Atlântica, e o Piauí possui as florestas estacionais deciduais e semideciduais que  se enquadram no mapa da área de aplicação desta Lei. O documento será entregue ao governador.

Diversas atividades culturais como apresentação do Grupo Valor, Balé de Teresina e peças musicais encantaram as mais de 400 pessoas ali presentes com mensagens de preservação do meio ambiente. 





terça-feira, 31 de maio de 2011

Ambientalistas e a Igreja realizam evento em defesa do meio ambiente

Em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente, a Arquidiocese de Teresina em parceria com a Rede Ambiental do Piauí - REAPI, promove amanhã, às 17h, na Ponte Estaiada, a Celebração Pela Vida, um evento para refletir sobre as agressões ao meio ambiente que estão levando a destruição dos ecossistemas brasileiro e piauiense.

A celebração será comandada pelo Arcebispo Metropolitano de Teresina, Dom Sérgio da Rocha e contará com grande parte do clero piauiense.  De acordo com o Coordenador da Campanha da Fraternidade no Estado, Pe. Leonildo Campelo, além do momento religioso a  celebração  terá uma programação cultural com a apresentação do grupo Valor de PI, Balé da Cidade, Pe. Lauro, Grupo Abbah, Núcleo Terceira Idade do Mocambinho e a cantora lírica Leó. Haverá ainda plantio e distribuição de mudas.

Na oportunidade, a REAPI juntamente com a Arquidiocese estará coletando assinaturas objetivando a mobilização da sociedade para solicitar ao Governo do Piauí e ao Ministério do Meio Ambiente, a proteção e conservação das florestas ameaçadas pela indústria do carvão no Sul do Estado.

Consta ainda na programação, uma exposição fotográfica composta de 25 banners, assinadas pelos fotógrafos André Pessoa e Margareth Leite, sobre a biodiversidade singular existente no Piauí. 

terça-feira, 10 de maio de 2011

Manifesto em defesa dos Cágados de Barbicha

PROGRAMAÇÃO
10:00h às 10:30h - Panfletagem
10:30h - Apresentação artística e musical

PS: Leve 1 kg de ração para cão ou gato para doar aos animais da APIPA (Associação Piauiense de Proteção e Amor aos Animais).

Realização: Jacqueline Lustos

Encontro dos Rios
Av. Boa Esperança - Norte
Teresina, Brazil

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Debate na UFPI sobre o RIMA da unidade fabril da Suzano Papel

O debate acontece hoje às 14:30, no Núcleo de Referência em Ciências Ambientais do Trópico Ecotonal do Nordeste - TROPEN, e será apresentado pelo gerente de Meio Ambiente e Qualidade da Suzano, Eraldo Cordeiro, que fará uma apresentação institucional da empresa e pelo coordenador do EIA/RIMA e funcionário da Poyry, Kleib Fadel, responsável pela apresentação técnica. A Poyary foi a empresa que realizou o estudo ambiental da instalação da fábrica no Piauí.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Jacaré fica desorientado após construção do Hipermercado Atacadão

Foto: Douglas Ferreira Atacadão ao fundo.

A construção do Hipermercado Atacadão tem provocado desequilíbrios ambientais na região da Primavera, próximo ao Rio Poti. O fato foi registrado na segunda-feira (02) pelo jornalista Douglas Ferreira.

Segundo ele informou o animal estava meio desorientado e se dirigia para o Atacadão, creio que não era para fazer compras, pois lá existia uma lagoa e uma nascente.

Segundo Douglas o animal parecia de barriga cheia, talvez estivesse querendo por ovos.


Foto: Douglas Ferreira Muro do Atacadão

Jornalista André Trigueiro, da Rede Globo fará palestra em Teresina

O jornalista da Rede Globo André Trigueiro é um dos palestrantes do 6º Congresso Espírita do Piauí que acontecerá nos dias 1, 2 e 3 de julho, no Atlantic City. As inscrições estão abertas na Federação Espírita Piauiense. Informações através do telefone (86) 3221-2500.



Sobre André Trigueiro


É jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental pela COPPE/UFRJ, Professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC/RJ.  É Editor-chefe do programa semanal "Cidades e Soluções", exibido na Globo News desde outubro/2006. É comentarista da Rádio CBN (860 Kwz) onde apresenta aos sábados e domingos o quadro "Mundo Sustentável.


Fonte:180graus

terça-feira, 3 de maio de 2011

Área da aplicação da Lei da Mata Atlântica é respeitada em Teresina

Por Tânia Martins

A Mata Atlântica identificada em Teresina ganha à proteção da Prefeitura. Pelo menos foi o que prometeu o prefeito da cidade, Hemano Ferrer em audiência com a Curadora do Meio Ambiente da capital, Carmen Almeida.
Segundo Carmen, a partir de agora todo e qualquer grande empreendimento que for se instalar em Teresina vai ter que cumprir a legislação municipal e respeitar a Lei 11.428 que protege uma vegetação associada ao bioma da Mata Atlântica encontrada no Piauí, motivo de polêmica e desrespeito por parte de alguns gestores.
Fragmento Florestal localizado na área do Meduna.
Como exemplo ela citou que, caso a vegetação de uma área disponibilizada para fixar um empreendimento na capital tenha uma vegetação primária, em hipóteses alguma poderá ser suprimida, caso a vegetação seja secundária será liberada 50 por cento ou 30 por cento, a depender do levantamento fitosociológico que passa a ser obrigatório.
Para a Curadora, ao garantir o cumprimento da legislação o município avança em dois sentidos: respeito à lei e ao meio ambiente. Segundo ela, tanto o prefeito como o secretário de Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, em nenhum momento questionaram a possibilidade de contrariar a lei 11.428 como faz o governo do Estado.
Audiência Pública
Nesta quarta-feira, às 9h no Plenarinho da Assembléia Legislativa, a deputada Margarete Coelho (PP) preside uma audiência pública para debater a aplicabilidade da lei 11.428, que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma mata atlântica e vegetação associada como as florestas Estacional Decidual e Semidecidual encontradas no Piauí.
Para o debate estarão presentes representantes do Ministério do Meio Ambiente, IBGE, SEMAR, Ministérios Público Estadual e Federal, Universidade Federal do Piauí, ONGs ligadas ao Meio Ambiente e movimentos sociais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Teresina realiza mobilização contra a aprovação das mudanças no Código Florestal

Nesta quinta-feira, 28, às 8h30, na Praça da Liberdade, ao lado da Igreja São Benedito, mobilização pela não aprovação do Código Florestal e outros desmandos ambientais em curso no Piauí e no Brasil. Estarão no manifesto o Movimento dos Atingidos Por Barragem, notadamente o pessoal de Algodões I, moradores dos locais onde está previsto a construção das cinco hidreletricas, sindicatos e partidos de esquerdas.

A estratégia é realizar uma jornada de atividades públicas em dezenas de cidades entre os dias 28 e 30 de abril de 2011 com divulgação nas mídias locais para exercer pressão direta sobre parlamentares em seus domicílios eleitorais. Leia abaixo a íntegra da proposta de mobilização.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Secretário encerra trabalho na SEMAM com avanços

O vereador Valdemir Virgino, há um ano assumiu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Teresina, e repassa o órgão com projetos ambientais em andamento e o orçamento da SEMAM quase dobrado.

A demanda de serviços da SEMAM tem aumentado na capital por conta do crescimento da cidade, onde os serviços de preservação e fiscalização do meio ambiente e recursos hídricos são essenciais. O secretário Valdemir, destacou que nenhum trabalho deixou de ser feito desde que assumiu, e afirma que o meio ambiente de Teresina precisa de atenção especial, pois ele interfere diretamente na qualidade de vida das pessoas, especialmente, a classe mais pobre.

“Assumi a secretaria com o desafio de atender a população teresinense, através de trabalhos de educação ambiental, fiscalização, licenciamento, monitoramento, distribuição de mudas dentre outras serie de atividades juntamente com nossa equipe”, disse.

Valdemir informou também que em um ano a secretaria fez parcerias público privadas visando a recuperação dos principais parques ambientais de Teresina, e também fazendo levantamentos para saber a real situação dos demais. Em 2010 ainda foi criado o Viveiro de Mudas Citronela dentro do Parque da Cidade, que já distribuiu centenas de mudas.

Durante um ano foram realizadas blitz ambientais visando a conscientização da população. E ainda o Oscar Ambiental que premiou pessoas, empresas e organizações que se destacaram na defesa do meio ambiente em 2010, e outros projetos ambientais com a comunidade como o Amiguinhos do Parque e Ação Citronela.

“Acredito que a Prefeitura de Teresina dará cada vez mais atenção para a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, pois a proteção e fiscalização do meio ambiente é uma necessidade real, e os teresinenses estão cobrando muito.”

domingo, 10 de abril de 2011

Ambientalistas criticam derrubada da moratória do desmatamento

Por Jéssica Monteiro
Foto: Dantércio Cardoso

Com a justificativa de que o Código Florestal vigente impede o desenvolvimento agropecuário dos estados do Piauí e do Maranhão, o deputado e presidente da Comissão de Agricultura da Câmara Federal, Júlio César Lima (DEM-PI), pediu ao relator do projeto que implanta o novo Código Florestal, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), o fim da moratória que impede o Estado de desmatar e explorar os cerrados por cinco anos.

Contra o posicionamento dos deputados, o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) defende que a moratória não irá atrapalhar a produtividade. O coordenador da entidade no Piauí, Dionísio Neto argumenta que o Estado ganhará muito mais preservando a vegetação nativa. “Se o desmatamento continuar, a economia, a biodiversidade e a qualidade de vida serão muito afetadas. Não estam pensando no futuro, se derrubarem a moratória será um retrocesso”, prevê Dionísio.



Acusando os gestores de “analfabetos ambientais”, o coordenador explica que a moratória evita a derrubada de árvores em Áreas de Preservação Permanente (APP) e garante a evapotranspiração. “Margens de rios, morros e encostas são APP’s. Desmatar essas áreas interfere no clima, na paisagem e na economia. Além do mais, quando chove, as florestas são responsáveis por 70% do retorno da água para a atmosfera, completando assim o ciclo da chuva. Interromper esse ciclo irá interferir diretamente na produção no campo”.

De acordo com Dionísio, o “desenvolvimento a qualquer custo” é uma política de parlamentares financiados pelo agronegócio e interessados em eleições futuras. “Estamos aguardando o posicionamento dos outros parlamentares, como a deputada Iracema Portela e o deputado Paes Landim. Os deputados Marcelo Castro, Osmar Júnior e Júlio César são verdadeiros exterminadores do futuro”.

Segundo o deputado Júlio César Lima, a moratória impede o crescimento de todo o setor produtivo agrário do estado, pois o Piauí possui a maior área de cerrado do país, com mais de oito milhões de hectares de terra agricultáveis. Deste total, pouco mais de 5% está sendo explorado economicamente. “O agronegócio é a nossa vocação”, afirmou Júlio César.

Segundo o portal da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), presidente da Câmara, garantiu nesta quinta-feira (07) que o projeto que modifica o Código Florestal (PL 1876/99), somente será encaminhado para votação quando houver acordo sobre a proposta. Maia afirmou que o relatório dos trabalhos da câmara de negociação do Código Florestal, previsto para ser entregue na próxima semana, e uma possível proposta enviada pelo Governo serão analisadas e levadas para debate com os partidos.

Fonte: Portal AZ

domingo, 3 de abril de 2011

Palestra e debate em Teresina sobre o Código Florestal

Com o tema "Código Florestal: tendências e debates atuais" o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí - IFPI, realiza na próxima quinta-feira (07), às 16:30h um debate afim de informar a comunidade sobre as polêmicas alterações no Código Florestal Brasileiro.

O evento no Auditório Clóris de Oliveira do IFPI, Campus Teresina Central, é aberto ao público, e conta a com a apresentação da palestrante, Doutora Maria J. B. Zakia, do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de São Paulo - USP. 

Assistam o vídeo e entenda mais sobre o Código Florestal.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A Mata Atlântica não inviabiliza a economia do Piauí


Árvore conhecida como barriguda/ Foto: André Pessoa

O mapa da área de aplicação da Lei 11.428/06 - Lei da Mata Atlântica, compreende 17 estados brasileiros, e dentre eles temos o Estado do Piauí, que possui 46 municípios dentro da área de abrangência da Lei, correspondente a 10,52% do seu território. A Lei é aplicada em 11 diferentes coberturas vegetais, e o Piauí possui duas delas, a Floresta Estacional Semidecidual e a Floresta Estacional Decidual, sendo a última a mais encontrada no Estado.

O processo insustentável de exploração do Piauí tem aumentado a cada dia, e consequentemente, a supressão da vegetação tem provocado mudanças estéticas, sociais, ambientais e econômicas irreversíveis para as florestas do Piauí. Recentemente uma grande polêmica criada no Piauí a respeito da presença dessas duas formações florestais enquadradas na Lei 11.428/06 tem incomodado grandes grupos do ramo do agronegócio, siderurgia e politicos. Para eles, a aplicação da Lei da Mata Atlântica, que protege a floresta, pode emperrar a economia do Estado.

É interessante observar que outros estados não contestam a Lei, e nem por isso pararam de crescer. O único estado que vai contra a Lei é Minas Gerais, onde os deputados e o próprio governo afirmam que a “mata seca” e não a Floresta Estacional Decidual, é que ocorre no seu território. Com isso, eles visam favorecer as siderúrgicas. Hoje, no Piauí, acontece algo parecido, pois a vegetação piauiense possui grande potencial para a produção de carvão, que também chega até as
siderúrgicas de Minas Gerais.

Alguns pesquisadores, em defesa das empresas e politicos, não admitem as Florestas Estacionais Semideciduais e Deciduais no Piauí, e afirmam que no estado existe mesmo é a “caatinga arbórea”, que realmente se assemelha a decidual, pois esse tipo de caatinga existe em alguns lugares do Brasil.

Um mapeamento da Mata Atlântica e Ecossistemas Associados, feito pela Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) vai além e traz pontos importantes sobre a área de aplicação da Lei da Mata Atlântica, pois o mapeamento adotou as fisionomias definidas no decreto nº 750/93.

No Piauí, a legenda da vegetação mapeada foi: floresta estacional semidecidual montana (floresta tropical subcaducifólia); floresta estacional decidual Montana (floresta tropical caducifólia); e além disso a vegetação de dunas/ restinga (vegetação com influência marinha) e vegetação de manguezal (vegetação com influência
fluviomarinha).

Trabalhos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), verificaram no Piauí o NDVI (Normalized Difference Vegetation Index – na sigla em ingles, ou o mesmo que (Índice de Vegetação por Diferença Normalizada), e revelam que a vegetação varia de acordo com o clima da região, confirmando que no Piauí existem florestas estacionais deciduais e semideciduais, em estações bem definidas.

O trabalho feito com imagens de satélite revela que a floresta estacional apresenta os maiores valores de NDVI. “Este comportamento ocorre porque a floresta tropical, adaptada a períodos secos, além de manter grande parte de sua folhagem durante a estiagem, é vegetativamente densa. Outro ponto importante é que os picos de máximos e mínimos valores de precipitação concentram-se neste domínio, fator que também influencia os valores mais altos de NDVI, uma vez que quanto mais seca a vegetação, mais rápida é sua resposta às chuvas.

E o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em publicação de 1993 deixa claro os dados do INPE, pois a floresta estacional constitui uma mata tropical que ocorre em regiões de duas estações definidas, uma seca e outra chuvosa, com espécies que perdem suas folhas na época da estiagem. Na floresta estacional semidecidual, 20% a 50% da folhagem cai no período seco, enquanto que na floresta estacional decidual a perda foliar chega a 50% ou mais, no mesmo período.

Recentemente pesquisas lideradas pela equipe da arqueóloga Niéde Guidon, sob a orientação da botânica francesa Laure Emperaire, revelam que durante quatro décadas estudos mostraram as características naturais da região da Serra da Capivara, realizando inclusive um inventário da flora, que aponta fortes elementos da Mata Atlântica, e também da floresta amazônica.

A denominação de “bioma” não tem agradado alguns políticos e poucos pesquisadores ligados a eles, pois procuram associar a Mata Atlântica a apenas uma floresta densa, próxima do oceano Atlântico com o famoso mico-leão-dourado. Existem até aqueles que confundem a população dizendo que a Lei não se aplica ao Estado do Piauí, mas esquecem de dizer qual é o real interesse político e econômico camuflado no discurso.

O que deve ficar claro para a sociedade é que na Mata Atlântica existem ecossistemas associados, cada qual com suas especificidades. E a falta de conhecimento, ou melhor, a carência de estudos mais aprofundados, também dificulta e alimenta discussõe. O problema é que enquanto isso acontece, a floresta vai sendo destruída. A
biodiversidade incluída na Lei 11.428/06 no Piauí tem o papel fundamental de amenizar a pobreza e a desnutrição, além da mitigação e adaptação das mudanças climáticas. Vale destacar que a mata ajuda também a controlar o regime das chuvas, envolvendo todo o setor agrícola de uma determinada região afetando também sua economia.

A Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica é rígida porque são áreas de extrema importância biológica. E quando se fala em biologia não é somente os bichos e os vegetais, mas os seres humanos.  O ano de 2011 foi escolhido pela ONU como o Ano Internacional das Florestas, para tentar aproximar todos os cidadãos sobre a importância de se preservar a mata, que cobre 31% das terras do planeta, sendo que o Brasil possui a maior parte.

Manter a floresta da Mata Atlântica, da Caatinga ou do Cerrado não significa retrocesso para a economia do Piauí, pois todos sabem que as características climáticas do Estado não permite a grande quantidade de desmatamento existente, afetando diretamente o desenvolvimento das cidades como o controle da erosão (evitando as tragédias),
fornecimento de alimento (o Piauí pode perder 70,1% das terras cultiváveis até 2050), retirada de carbono, e principalmente, o suprimento de água. Ao contrário do discurso politico, manter a floresta preservada é necessário para equilibrar a vida e a economia do Estado do Piauí.

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Dionísio Carvalho Neto - Jornalista, ambientalista, Secretário
Executivo do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Teresina, e
graduando em Gestão Ambiental

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sacolas Retornáveis para carrinhos de supermercado

Teresina deveria usar essas sacolas para carrinhos de supermercado. Visto que existe uma Lei Municipal prevendo a extinção da sacola de plástico.