sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Poluição do ar mata mais que cocaína

Ataques do coração são mais altos

A poluição do ar provoca mais ataques do coração que a ingestão de cocaína, café e exercício físico pesado. Sexo, raiva e infecções respiratórias também podem provocar ataques, mas a poluição do ar, especialmente no trânsito intenso, é a maior culpada. 

Os dados, publicados na revista médica The Lancet, sugerem que fatores que atingem toda a população, como poluição do ar, devem ser levados mais a sério quando se trata dos riscos ao coração, e devem ser colocados em contexto ao lado de riscos mais altos, mas relativamente mais raros, como uso de drogas. 

Tim Nawrot, da Universidade de Hasselt, na Bélgica, disse esperar que esta descoberta estimule médicos a pensar mais nos riscos. "Os médicos estão sempre olhando para pacientes individuais - e fatores de baixo risco podem não parecer importantes neste nível. Mas se eles são prevalecentes na população, têm relevância maior para a saúde pública", disse Nawrot à Reuters. 

A Organização Mundial de Saúde descreve a poluição como um "risco importante para a saúde", e estima que ela causa cerca de 2 milhões de mortes prematuras por ano no mundo.  

Planeta Sustentável - Abril

Aquecimento global pode elevar doenças transmitidas pela água

As mudanças climáticas podem aumentar a exposição das pessoas a doenças transmitidas pela água procedente de oceanos, lagos e ecossistemas costeiros - e o impacto já poderá ser sentido em algunos anos, alertaram cientistas americanos reunidos em Washington na Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

Vários estudos demonstraram que as mudanças no clima provocadas pelo aquecimento global tornam os ambientes marinhos e de água doce mais suscetíveis à proliferação de algas tóxicas, além de permitirem que micróbios e bactérias nocivas à saúde se multipliquem, segundo informaram cientistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa).

Pesquisadores da Noaa fizeram modelos de oceanos e do clima para prever o efeito nas florações de Alexandrium catenella, que produz a tóxica “maré vermelha” e pode se acumular em mariscos, além de causar sintomas como paralisia e ser mortal para os humanos que comerem os moluscos contaminados.
“Nossas projeções indicam que no fim do século 21, as florações podem começar até dois meses antes no ano e persistir um mês depois, em comparação com o período atual, de julho a outubro”, explicou à AFP Stephanie Moore, uma das cientistas que trabalhou no estudo.

No entanto, o impacto poderá ser sentido muito antes do final do século, já em 2040, informou a especialista. “As mudanças na temporada de floração das algas nocivas parecem iminentes. Esperamos um aumento significativo em Puget Sound (na costa do estado americano de Washington, onde foi feito o estudo) e ambientes similares em situação de risco dentro de 30 anos, possivelmente na próxima década”, alertou Moore.

Em outro estudo, cientistas da Universidade da Geórgia descobriram que a areia do deserto, que contém ferro, ao se depositar nos oceanos, estimula o crescimento de Vibrios, grupo de bactérias que podem causar gastrointerites e doenças infecciosas em humanos.

A quantidade de areia com ferro depositada no mar aumentou nos últimos 30 anos e espera-se que continue aumentando, de acordo com registros de chuvas na África.

Fonte: Revista Ecoturismo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ararinha-Azul está extinta na natureza

Cemave avalia estado de conservação das aves da Caatinga

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes, acaba de concluir a primeira oficina de avaliação do estado de conservação das aves brasileiras. Durante cinco dias, 19 especialistas de diversas instituições avaliaram espécies da Caatinga e algumas de distribuição mais ampla.

No total, foram analisados 103 tipos diferentes de aves, sendo 98 em nível de espécie e cinco em nível de subespécie. Uma – a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) – foi considerada extinta na natureza, duas criticamente em perigo, nove em perigo, cinco vulneráveis, sete quase ameaçados, nove com dados insuficientes e 70 em situação menos preocupante.

Ao final, os participantes dividiram-se em quatro grupos para atualizar as fichas das espécies e submeter os artigos à publicação na Revista da Biodiversidade Brasileira do ICMBio. As fichas estarão disponíveis em breve no site do ICMBio na internet.

A avaliação ainda será analisada por um especialista em categorias e critérios da União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Para este ano, estão previstas novas oficinas para avaliar as espécies dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal.

A meta do Cemave é realizar até 2014 a avaliação do estado de conservação de todas as aves brasileiras. Segundo dados do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO), são mais de 1.800 espécies.

OFICINA – A primeira oficina foi realizada em João Pessoa (PB), onde fica a sede do Centro Nacional de Aves Silvestres. Analistas e técnicos ambientais do Cemave, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) e da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), da Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes, atuaram como facilitadores e relatores.

Durante os trabalhos, os participantes constataram que, embora existam informações relacionadas à extensão de ocorrência ou área de ocupação das espécies, ainda são poucos os dados sobre as populações. Esses dados são considerados essenciais para a avaliação do risco de extinção.

Os especialistas perceberam também que é preciso ampliar as pesquisas de avaliação do estado de conservação das aves que respondam aos critérios da IUCN. Eles prometeram dar mais atenção a isso nas suas pesquisas futuras.

Apesar das alterações climáticas não terem sido incluídas no processo de avaliação das espécies, os participantes ressaltaram que é importante considerar essa possibilidade, sendo que mais estudos devem ser realizados para atestar a influência do aquecimento global na probabilidade de extinção dos táxons.

A oficina foi coordenada pelo Cemave, com apoio da Coordenação de Avaliação do Estado de Conservação da Biodiversidade (Coabio), da Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes.

A avaliação foi feita em grupos de trabalho, com a realização de uma plenária ao final de cada dia. Durante as plenárias, os participantes discutiam e aprovavam um documento com a categorização de ameaça para cada táxon avaliado com as devidas justificativas.

As espécies foram avaliadas de acordo com as categorias e critérios da IUCN. Como material de trabalho, utilizou-se a ficha de cada espécie e mapas de pontos de distribuição e polígonos.

As análises foram realizadas em nível de espécie, seguindo-se a nomenclatura do CBRO de 2011. Nos casos em que uma subespécie ou população se encontrava com ameaças diferenciadas, declínio populacional, extensão de ocorrência ou área de ocupação muito restritas, optou-se pela avaliação da subespécie ou população.

A avaliação do estado de conservação das espécies é constituída por várias etapas, incluindo a compilação de dados na ficha das espécies, a elaboração de mapas a partir de registros existentes na literatura, a disponibilização para consulta pública e a realização de oficinas para avaliação do estado de conservação.

Fonte: Priscila Galvão - ICMBio

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Cartilha do Código Florestal: saiba o que está em jogo com a reforma da nossa legislação ambiental

Infelizmente, parece que existem males que vem para o bem, as tragédias de efeito devastador ocorridas no início de 2011 na região serrana do Rio de Janeiro, reacenderam as discussões para o lado destruidor do Novo Código Florestal  contendo modificações que seriam um verdadeiro retrocesso na Legislação Ambiental Brasileira, tendo em vista, que as áreas afetadas são de preservação permanente – APPs, em regiões onde jamais poderiam ter ocupações urbanas. A cartilha abaixo,  produzida pelo SOS Florestas e WWF, vem contribuir, esclarecendo o que está em jogo caso ocorra a mudança brutal na lei.

O que é Compensação Ambiental?

Você já ouviu falar em Compensação Ambiental? É um mecanismo para contrabalançar os impactos sofridos pelo meio ambiente, identificados no processo de licenciamento ambiental no momento da implantação de empreendimentos. A empresa causadora do impacto negativo deve financiar à implantação e regularização fundiária de unidades de conservação, sejam elas federais, estaduais ou municipais.


A Compensação Ambiental foi instituída pela Lei Federal n° 9.985/2000 e regulamentada pelo Decreto n° 4.340/2002,  constituindo uma obrigação legal de todos os empreendimentos causadores de significativo impacto ambiental, cujos empreendedores ficam obrigados a apoiar a implantação e manutenção de unidade de conservação por meio da aplicação de recursos correspondentes, no mínimo, a 0,5% (meio por cento) dos custos totais previstos para a implantação do empreendimento.

Com a criação do Instituto Chico Mendes, a atenção está voltada para a construção de mecanismos que proporcionem agilidade e transparência quanto à aplicação dos recursos da Compensação Ambiental, de forma a consolidá-la enquanto instrumento estratégico à sustentabilidade das Unidades de Conservação.

Em Joinville-SC por exemplo, toda a estrutura do Parque Natural Municipal da Caieira, foi financiada pela Indústria de Fundição Tupy, como Compensação Ambiental pelos impactos negativos causados pela empresa, tendo que usar a criação da área como uma estratégia mitigatória aos danos causados por ela no meio ambiente em que está inserida.

É claro que mesmo com a compensação ambiental, alguns aspectos ambientais serão perdidos para sempre, mas com a lei, tornou-se possível proteger outras áreas verdes que não poderão ser tocadas!

Fonte: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio

Sacolas Retornáveis para carrinhos de supermercado

Teresina deveria usar essas sacolas para carrinhos de supermercado. Visto que existe uma Lei Municipal prevendo a extinção da sacola de plástico.

Matizes tematiza a questão ambiental no Corso de Teresina

Com o tema "Recicle suas idéias e atitudes", o Matizes levará para o Corso de Teresina(26/02)  toda animação da tribo da diversidade. Com esse tema, o grupo pretende unir o lúdico com a responsabilidade ambiental como forma de exercício da cidadania comprometida com a sustentabilidade do planeta.

Segundo Herbert Medeiros, ativista do grupo, essa é uma oportunidade para propor para a sociedade uma reflexão sobre como os modos de pensar e agir humanos podem estar sendo orientados somente por um lógica de consumo e de acumulação de mercadorias que quase  sempre trazem danos devastadores ao equilibrio ambiental.

A responsabilidade com a preservação ambiental  também já tinha sido tema da participação do Matizes no Corso de 2010. Naquele ano, o tema foi "Salve a bicharada". O foco era despertar o olhar da população piauiense para a importância do respeito aos animais. Em defesa da 'bicharada', participou também a Associação de Proteção aos Animais (APIPA).

Este ano o Matizes deseja reunir na Arca da Diversidade o maior número de pessoas e representantes dos segmentos sociais que buscam promover  a diversidade e um ambiente sustentável para todos.