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sábado, 16 de julho de 2011

Florestas mundiais têm um papel maior do que se imaginava no combate à mudança climática

Floresta na Serra da Capivara

Estudo amplia papel das florestas no combate ao aquecimento – As florestas mundiais têm um papel maior do que se imaginava no combate à mudança climática, disseram cientistas no mais abrangente estudo já realizado a respeito da capacidade de absorção florestal do dióxido de carbono atmosférico.
O estudo deve contribuir para a implementação do Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), um programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de um mercado global de créditos de carbono, recompensando projetos que protejam as florestas tropicais. Se essas florestas armazenam mais carbono do que se imaginava, os projetos se tornam mais valiosos.
Reportagem de David Fogarty, da Reuters.
Já se sabia que as árvores, ao crescerem, capturam grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), o principal dos gases do efeito estufa. Mas até agora não havia sido possível calcular quanto CO2 as árvores absorvem em diferentes partes do planeta, e qual é o total global de gases liberado na derrubada e queima das matas.
O estudo a ser divulgado na sexta-feira na revista Science discrimina a capacidade de absorção nas florestas tropicais, temperadas e boreais, e mostra que as árvores capturam mais de 10 por cento do CO2 gerado por atividades humanas, mesmo quando se leva em conta todas as emissões decorrentes do desmatamento.
“Esta análise coloca as florestas num nível de importância ainda mais elevado na regulamentação do CO2 atmosférico”, disse Pep Canadell, um dos autores do estudo e diretor do Projeto Carbono Global, ligado à Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, na Austrália.
Com base em dados estatísticos, informações de satélites e modelos computacionais, os cientistas calcularam que as florestas estabelecidas e recém-replantadas nos trópicos absorveram quase 15 bilhões de toneladas de CO2 no último ano – equivalente a cerca de metade das emissões causadas por indústrias, transportes e outras fontes. Por outro lado, o desmatamento gerou 10,7 bilhões de toneladas.
Uma grande surpresa foi o fato de que florestas recém-replantadas nos trópicos são muito mais eficazes do que se pensava na absorção do CO2, totalizando quase 6 bilhões de toneladas de CO2, aproximadamente a emissão total dos EUA em um ano.
Para Canadell, isso mostra que alguns países estão abrindo mão de grandes benefícios do programa Redd ao menosprezarem as oportunidades geradas pela recuperação florestal.
Reportagem da Reuters, no Estadão.com.br

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ex-funcionários do Google protegem agricultura das mudanças climáticas

Siraj Khaliq e David Friedberg, fundadores do WeatherBill l Imagem: Kurt Rogers

A empresa WeatherBill, formada por ex-funcionários do Google, ficou conhecida por suas vendas de seguros para os afetados pelas mudanças climáticas. Os fazendeiros, como potenciais prejudicados por catástrofes do clima, têm atenção especial nos projetos da empresa.

A companhia americana possui uma equipe de engenheiros de softwares e climatologistas que fazem análises climáticas para a produção dos seguros personalizados. Segundo a empresa, a produção agrícola está cada vez mais sujeita aos riscos causados pelas mudanças imprevisíveis no clima.

Os impactos devem ser sentidos com mais frequência no século 21, se comparado ao século passado, e conforme divulgações da Organização das Nações Unidas, a produção de alimentos e os reservatórios de água potável devem ser os mais prejudicados.

O sistema criado pela WeatherBill pretende minimizar esses impactos, através dos monitoramentos climáticos. “Mais de 90% das perdas de colheitas são consequência de condições inesperadas do tempo e as mudanças climáticas estão aumentando a frequência de eventos climáticos extremos”, explicou o presidente-executivo da empresa, David Friedberg.

O Google também está envolvido nesse trabalho e juntamente com o investidor do Vale do Silício Vinod Khosla, investiu quase 70 milhões de reais no projeto, para que ele possa ser expandido nos Estados Unidos e internacionalmente. Com informações da Globo Natureza.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estudos relacionam enchentes com o aquecimento global

Autor: Fabiano Ávila

Toda a vez que ocorre algum fenômeno climático extremo, como secas prolongadas ou tempestades, sempre vem a dúvida se são eventos causados pelas mudanças climáticas. Mesmo as declarações de especialistas costumam ser vagas nessas ocasiões, com opiniões do tipo: “existem indícios” ou “é muito cedo para afirmar”.

Por isso merecem destaque dois estudos publicados na edição desta quarta-feira (16) da revista Nature. Um deles afirma que o aumento das chuvas registrado depois de 1950 se deve com certeza ao aquecimento global e que isso pode ser relacionado à ação do homem. O outro liga a enchente do ano 2000 no Reino Unido com as emissões de gases do efeito estufa após a revolução industrial.

“Os modelos climáticos melhoraram muito nos últimos dez anos. Nós podemos agora dizer com confiança que o aumento da intensidade das chuvas nas décadas finais do século XX não pode ser explicada sem levarmos em conta as emissões de gases do efeito estufa”, afirmou Gabriele Hegerl, da Universidade de  Edimburgo e autora do estudo “Human contribution to more-intense precipitation extremes”.

O trabalho, realizado por pesquisadores canadenses e britânicos, observou a frequência e a intensidade das chuvas no Hemisfério Norte durante o período de 1951 a 1999.

Apesar de existirem variações de ano para ano, no geral as tempestades foram ficando mais comuns com o passar do tempo. Segundo os modelos computacionais utilizados, nada explica o porquê disso além da possível mudança na composição da atmosfera.

“Nós conseguimos estabelecer uma ligação entre a influência antropogênica e as transformações na precipitação. O que ainda não podemos quantificar é o tamanho dessa influência”, explicou Xuebin Zhang, da agência governamental canadense Environment Canada.

O estudo também aponta que os modelos computacionais mais utilizados atualmente subestimam o quanto cresceu a quantidade de chuvas no planeta.

Fator Homem

Já a pesquisa “Anthropogenic greenhouse gas contribution to flood risk in England and Wales in autumn 2000” utilizou simulações climáticas para avaliar as enchentes no Reino Unido em 2000, ano que teve os meses de outubro e novembro mais úmidos já registrados desde 1766.

Algumas dessas simulações foram rodadas excluindo as emissões geradas pela humanidade. Dessa maneira, foi possível descobrir que o “fator homem” teria dobrado a possibilidade desses eventos acontecerem.

“Para termos certeza dos dados, nós rodamos as simulações milhares de vezes”, salientou Pardeep Pall, líder do estudo.

Essa tarefa só foi conseguida porque mais de 50 mil pessoas emprestaram seus computadores para a pesquisa, participando através do site www.climateprediction.net. O que demonstra como a população em geral já está engajada na luta contra as mudanças climáticas

Segundo um dos autores do estudo, Myles Allen, da Universidade de Oxford, essas pesquisas serão úteis para o desenvolvimento de projetos de mitigação e adaptação, podendo ainda facilitar a consolidação de acordos internacionais.

“Uma base científica sólida que demonstre com clareza a influência do homem no clima irá convencer os países mais ricos a ajudar as nações mais pobres e vulneráveis”, disse.

Apesar de estar mais concreta do que nunca a hipótese de que o homem é um grande fator nas mudanças climáticas, os próprios pesquisadores alertam que ainda existem muitas incertezas.

“O que queremos é que mais centros de pesquisas reproduzam nosso método e que os dados sejam compartilhados para que finalmente tenhamos uma conclusão”, afirmou Allen.

Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estudo sobre Financiamentos Públicos e Mudança do Clima

A Fundação Getúlio Vargas com o apoio do PNUMA e Embaixada lança estudo sobre a "Análise das Estratégias e Práticas de Bancos Públicos e Fundos Constitucionais Brasileiros na Gestão da Mudança do Clima". Pude assitir a apresentação do relatório sintese e aconselho aos visitantes do meu blog ler. Clique na imagem e baixe o arquivo.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

IFPI realiza debate sobre mudanças climáticas e lança livros com a Fundação Banco do Brasil


O curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, do Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – IFPI, realiza nessa sexta-feira (28), às 19h, no auditório Carmem Sinote, um debate sobre Mudanças Climáticas no Nordeste, o palestrante é Claiton Mello, gerente de Mobilização Social e Comunicação, da Fundação Banco Brasil.

Com o tema “Quais as soluções para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no nordeste?”, o evento deve discutir os problemas relacionados às mudanças no clima com foco para o nordeste. Com o intuito de trocar experiências e apresentar soluções para a crise climática a atividade deve contar com a participação dos estudantes da instituição, professores e convidados. A Fundação Banco do Brasil foi convidada para discutir a temática apresentando experiências e resultados obtidos pela Fundação no nordeste.

Ainda durante o evento serão lançadas duas publicações recentes da FBB, que é o livro “Diretrizes para a Formação de Políticas Públicas em Mudanças Climáticas no Brasil” e o “Guia para Elaboração de Projeto de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo”.

O evento é gratuito e os interessados devem procurar os alunos de Gestão Ambiental, as vagas são limitadas. Também serão distribuídos alguns exemplares das publicações para as primeiras pessoas inscritas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

IFPI realiza debate sobre mudanças climáticas e lança livros com a Fundação Banco do Brasil


Por Dionísio Neto

O curso de Tecnologia em Gestão Ambiental, do Instituto Federal Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí – IFPI, realiza no próximo dia 28 de maio, às 19h, no auditório Carmem Sinote, um debate sobre Mudanças Climáticas no Nordeste, o convidado para palestrar é Claiton Mello, gerente de Mobilização Social e Comunicação, da Fundação Banco Brasil.

Com o tema “Quais as soluções para minimizar os efeitos das mudanças climáticas no nordeste?”, o evento deve discutir os problemas relacionados às mudanças no clima com foco para o nordeste. A atividade deve contar com a participação dos estudantes da instituição, professores e convidados.

A Fundação Banco do Brasil foi convidada para discutir a temática e apresentar experiências e resultados feitos pelo nordeste. Durante o evento serão lançadas duas publicações recentes da FBB, que é o livro “Diretrizes para a Formação de Políticas Públicas em Mudanças Climáticas no Brasil” e o “Guia para Elaboração de Projeto de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo”.

O evento é gratuito e os interessados devem procurar os alunos de Gestão Ambiental, I módulo, ou através do email: gestaoambientalifpi@gmail.com, as vagas são limitadas. Também serão distribuídos alguns exemplares das publicações para as primeiras pessoas inscritas.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fundação Banco do Brasil lança guia sobre Mecanismos de Desenvolvimento Limpo - MDL

Da Bahia

Por Dionísio Neto

Durante a abertura do III Encontro de Jornalistas do Nordeste, no último (25), realizado na Costa do Sauípe, a 75 km de Salvador – BA, o presidente da Fundação Banco do Brasil-FBB, Jacques Pena, e o gerente de Comunicação e Mobilização da FBB, Claiton Melo, fizeram o lançamento de duas publicações: “Mídia e Investimentos Sociais em Cadeias Produtivas” e o “Guia Para a Elaboração de Projetos de MDL, com Geração de Trabalho e Renda”.


Claiton Melo fez a abertura do evento com o lançamento de duas importantes publicações, sendo que a primeira, Mídia e Investimentos Sociais em Cadeias Produtivas, é fruto do II Encontro de Jornalistas ocorrido no ano de 2008 em Teresina, capital do Piauí.

Naquela ocasião o gerente de comunicação da FBB destacou a visita ao estado e as visitas técnicas até empreendimentos na cidade de Picos, sul do estado, onde foi exposta aos participantes a cadeia produtiva da Coocajupi e Casa Ápis, que trabalham com o caju e o mel, pontos fortes da economia regional.

O livro sobre Mecanismos de Desenvolvimento Limpo traz metodologias e instrumentos para o desenvolvimento e a implantação de projetos de MDL com geração de créditos de carbono, trabalho e renda para agentes solidários que estão em situação de exclusão social ou com baixa renda.

A apresentação do livro foi feita pelo próprio autor, Milton Nogueira, que é engenheiro e secretário-executivo do Fórum Mineiro de Mudanças Climáticas. Ele comentou que o Brasil vêem obtendo destaque no cenário internacional e se adaptando bem no mercado de créditos de carbono.

quarta-feira, 3 de março de 2010

SEMAR é contra pesquisa do MMA que aponta o Piauí como 3º em devastação da caatinga

Foi divulgado, ontem (02), um levantamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente revela que o Piauí é o terceiro Estado do Brasil que mais desmata área de caatinga. O Piauí aparece com 30,25% de área de caatinga destruída.

Mas o secretário de meio ambiente, Dalton Macambira, anda tão desorientado dizendo que o desmatamento não é no Piauí, e a área desmatada compreende território do Pernanbuco.

A pesquisa do MMA é feita por profissionais capacitados, e ele deve lembrar que tem apenas um cargo político, e é um incompetente diante as questões ambientais. Só sabe mesmo contar história!!!

Esqueceu o secretário de falar que está prestes a autorizar uma Termoelétrica na região da Serra Vermelha que no papel eles dizem qe irão utilizar 77.917 hectares de mata virgem para produção de carvão. Segundo eles a área a ser utilizada é caatinga. Mas não podemos acreditar neles pois não existe fiscalização, e sim facilidades desde o licenciamento.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

REAPI diz que o Piauí está mal representado em Copenhague

A Rede Ambiental do Piauí – REAPI divulga nota expondo que o Piauí está mal representado na Conferência do Clima (COP -15), pois o movimento afirma que o secretário de meio ambiente, Dalton Macambira, o qual representa o governador, é um dos maiores “predadores” da biodiversidade piauiense.

Para o coordenador de mobilização social da REAPI, Dionísio Neto, a COP-15 é um marco histórico para manter a vida e o equilíbrio do planeta, mas ele afirma que o Piauí estará mal representado na Conferência, e que o governo apresenta muitas inverdades sobre proteção ambiental.

“É um absurdo que o Governo do Estado divulgue para a população piauiense que 80% de nossas florestas estão protegidas, e gostaríamos de saber onde está esse estudo que prova isso. Acreditamos que nem 50% está protegido. ”, enfatizou Dionísio.

Ainda ressaltou que as propagandas veiculadas na mídia são pra iludir a população na tentativa de mascarar a destruição, durante o período da Conferência do Clima, visto também, que o Piauí já é um destaque negativo mundialmente pelo fato da desertificação em Gilbués.

“A SEMAR afirma que o combate a desertificação na região de Gilbués é um modelo a ser seguido, mas um modelo destruição que beneficia apenas empresários da mineração de diamantes vindos de outros países, e também um suposto primo do vice-governador do Piauí de nome, Heraldo Martins. ”, disse.

A REAPI ainda lançou a quarta campanha pela Serra Vermelha em novembro, apontando o governador, Wellington Dias, e o secretário, Dalton Macambira, como os principais predadores da biodiversidade da região, pois a área está sendo entregue para a produção de carvão para as siderúrgicas. Lembrou ainda que esse favorecimento de carvoarias no estado se deve por que o governador foi favorecido financeiramente durante as últimas eleições, a exemplo da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, a qual fez a maior doação em dinheiro nas últimas eleições segundo o site congresso em foco. (http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=12672)

“Não existe compromisso com o clima e muito menos com as gerações futuras, daqui a alguns anos o governador vai estar nos veículos de comunicação pedindo desculpas por contribuído com a destruição de nossa maior riqueza, que é a biodiversidade, a qual movimenta nossa economia e qualidade de vida.”, concluiu.

Fonte: Assessoria REAPI

Campanha Tic Tac Tic Tac no Piauí

sábado, 24 de outubro de 2009

Dia de Ação pelo Clima no Piauí - Campanha TicTacTicTac



- “Essa atividade foi realizada hoje em mil cidades em todo o mundo e em cem brasileiras”, informou Dionísio Neto, coordenador de mobilização social da Rede Ambientalista do Piauí.



O Dia de Mobilização pelo Clima reuniu um grupo de cerca de cem pessoas percorrendo várias ruas do centro de Teresina com cartazes, banners, gritando palavras de ordem e distribuindo panfletos.



A manifestação foi para lembrar A COP 15, uma conferência mundial sobre o clima do planeta Terra que será realizada entre 7 e 18 de dezembro em Copenhague, na Dinamarca.



O grupo fez um relógio humano na praça Pedro II: - “ninguém pode ficar indiferente. Esses problemas atingem nossa cidade, nosso Estado, nosso país e nosso planeta”, fala Neto.



Eles também recolheram assinaturas, que serão enviadas para a COP 15, onde vão ser discutidas alternativas para o combate às mudanças climáticas que ameaçam a vida humana na Terra: furacões, tsuname, El nino, secas e enchentes.




Um das faixas protestou contra a indicação de Eugênia Medeiros para dirigir o Instituto Chico Mendes no Piauí. "Elas não gosta de ecologia e é contra os parques ambientais", assegurou Dionísio.

O movimento foi organizado pela ONG internacional Tic Tac Tic Tac.

Fonte: Cidadeverde.com

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O maior Dia Internacional de Ação Climática da Terra


Amanhã é o grande dia - 24 de outubro, o maior Dia Internacional de Ação Climática de sempre. Por isso junte-se à ação 350 mais perto de si para saber que fica fazendo parte de algo em grande.

Muito grande, na verdade. Esta campanha se espalhou como um vírus - vai haver mais de 4 mil eventos ocorrendo simultaneamente em 170 países. Tanto quanto sabemos, você vai fazer parte do dia de ação política mais abrangente de sempre, o maior alguma vez visto sobre qualquer assunto.

Há demasiados eventos incríveis para os listar todos num só lugar, mas aqui vão alguns destaques:

* No Cambodja, cidadãos de todo o país vão juntar-se no famoso complexo de Angkor Wat para fazer uma gigantesca foto de ação 350

* Na Hungria, centenas de banhistas vão saltar para os banhos públicos em Budapeste para uma performance sincronizada 350.

* No Nepal, mais de um milhar de jovens e monges vão marchar até ao templo patrimônio mundial de Swayambhunath e formar um gigantesco 350 com lanternas tradicionais.

* Nos Estados Unidos, 350 pessoas irão dançar o Thriller de Michael Jackson em Seattle - porque se não paramos o aquecimento global, bem podemos ficar mortos-vivos.

* No Panamá, a juventude indígena vai liderar uma vigília ao luar em Kuna Yala, as suas vulneráveis ilhas ameaçadas pela subida das águas ao largo da costa do Panamá, formando um pôr-do-sol 350.

Quando você tomar parte em sua marcha ou manifestação, passeio de bicicleta ou de kite-surf, cantando ou tomando parte em seja o que for que está acontecendo na sua comunidade, perca um minuto para imaginar todas as outras pessoas fazendo as mesmas coisas em todo o mundo - todos com base no mesmo fato científico, querendo marcá-lo na consciência do público. 350 é neste momento o número mais importante do mundo - os cientistas dizem-nos que é o máximo de dióxido de carbono que podemos ter na atmosfera, e agora estamos a fazer com que todo o mundo saiba também. O ruído combinado de todos esses eventos vai assegurar que os líderes mundiais reunidos no mês que vem em Copenhague para criar o próximo plano mundial sobre mudanças climáticas vão ouvir nosso apelo.

Quando acabar o evento, veja nosso website, 350.org, onde vamos mostrar um glorioso slideshow de fotos do seu evento, e eventos de cada canto do mundo. Pode ficar bem orgulhoso do que você conseguiu.

E se você ainda tem dúvidas sobre onde vai ser a animação no seu bairro amanhã, veja este link para encontrar um evento perto de si: www.350.org/pt/map.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sociedade civil e governos debatem posições para as negociações sobre mudanças climáticas


Evento reuniu representantes de alguns dos países mais significativos para os debates em torno das definições para a COP-15


Brasília, 16 de setembro de 2009 – Aconteceu na manhã do dia 14 de setembro, em Brasília (DF), o seminário “As negociações internacionais de mudanças de clima e o Brasil”, que contou com a participação de representantes de entidades da sociedade civil brasileira e de governos da Suécia, da Dinamarca, da Suíça, dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Brasil.

O evento, uma realização do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS) e do Instituto Vitae Civilis para Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz, com o apoio da Embaixada da Suíça, do Gabinete da Senadora Marina Silva e da Campanha TicTacTicTac, somou mais de 100 participantes, que discutiram o cenário atual internacional das negociações sobre clima e os desafios que se apresentam para a construção de uma governança global sobre o tema.

Dividido em três etapas, o seminário teve, na sua sessão de abertura, o lançamento do relatório “Fortalecer o Acesso à Informação Ambiental e à participação da sociedade civil em tomada de decisões”. O documento é resultado de uma ampla pesquisa realizada entre 2007 e 2009 sobre a participação pública em tomada de decisão e melhoria dos canais de acesso à justiça ambiental e teve o apoio da Embaixada Britânica, do Ministério do Meio Ambiente e do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (Pnuma).

Para debater a participação da sociedade civil, o seminário contou com as apresentações de Ivan Marcelo Neves, secretário-executivo do FBOMS, de Carmen Foro, secretária do Meio Ambiente da CUT e Claude Crottaz, da Embaixada Suíça. Já o painel “Panorama de iniciativas no Brasil em mudanças de clima” teve como objetivo apresentar um breve mosaico das medidas adotadas no Brasil e o papel-chave do País na proposição de um modelo de crescimento sustentável frente às alterações climáticas. Neilton Fidelis, assessor do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas falou sobre o Plano Nacional de Mudança de Clima, destacando que o mesmo serviu para evidenciar contradições que existem entre demais políticas públicas e as responsabilidades e propostas do País no enfrentamento de mudanças de clima. O Fundo Amazônia, o BNDES e a sociedade foi o tema debatido por Fani Mamede, representante da CONTAG no Comitê Orientador do Fundo Amazônia. Para encerrar o painel, Erlando Alves da Silva Melo, assessor do Gabinete da Senadora Marina Silva, abordou o trabalho da Comissão Mista Permanente de Mudança de Clima do Congresso Nacional, destacando a falta de vontade política no Congresso para avançar na aprovação do Projeto de Lei que cria a Política Nacional de Mudanças Climáticas.

A terceira parte do seminário foi direcionada às negociações internacionais em mudanças de clima, à realização da 15ª Conferência das Partes (COP-15) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e aos desafios da sustentabilidade em uma era de alterações climáticas. Esse painel teve a presença de representantes de alguns dos países mais relevantes das definições sobre mudanças climáticas: Annika Markovic, embaixadora da Suécia; Svend Roed Nielsen, embaixador da Dinamarca; Richard Driscoll, conselheiro para o Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Saúde da Embaixada dos Estados Unidos; e André Odenbreit Carvalho, conselheiro da Divisão de Política Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, do Ministério das Relações Exteriores.

“Trata-se de uma situação de grande divergência e de interesses envolvidos. Não podemos, porém, deixar que essas diferenças nos impeçam de atingir um acordo justo para as mudanças climáticas na COP-15. A União Européia, que representa 27 países, reconhece o princípio da responsabilidade comum e a importância das políticas locais”, enfatizou a embaixadora da Suécia, país que nesse semestre preside o bloco europeu.

A importância do Brasil nas discussões também mereceu destaque dos palestrantes, seja como um país em desenvolvimento, seja pelas questões ambientais de grande envergadura, que envolvem desmatamento e energias limpas, entre outras. “A posição do Brasil é que os países tenham liberdade para definir suas políticas de crescimento, considerando as diferenças e responsabilidades históricas de cada um. Isso significa que, para o Brasil, as metas adotadas no Protocolo de Quioto devem ser a referência para o acordo a ser definido em Copenhague, em dezembro deste ano. O Brasil defende compromissos diferenciados para os países desenvolvidos e os em desenvolvimento”, salientou o representante do Ministério das Relações Exteriores, André Odenbreit Carvalho.

Após as apresentações dos interlocutores governamentais, foi aberto um período de comentários e perguntas dos representantes de ONGs e movimentos sociais. Silvia Picchioni, da Fundação Esquel, destacou a importância de se dar atenção para as necessidades de 30 milhões de pessoas que habitam o semi-árido brasileiro e de ter sistemas de alerta precoce sobre eventos climáticos extremos. Don Sawyer, do Instituto Sociedade, População e Natureza, disse que o mero anúncio do governo sobre as taxas de desmatamento do cerrado brasileiro, maiores que na Amazônia, reforça a certeza de que é hora de preocupar-se sobre a degradação de todos os biomas e as políticas agrícolas vigentes.

Manoel Paiva, liderança social no Pará, lembrou que muitos empreendimentos de alto impacto ambiental, como usinas hidrelétricas e atividades de transformação de minérios em produtos manufaturados para exportação são apoiadas pelos países desenvolvidos, mas o ônus de diminuir as emissões de gases de efeito estufa e de lidar com os impactos sociais ficam para o Brasil. Paulo Moutinho, do IPAM, destacou que a Conferência de Copenhague não pode deixar de inscrever no regime internacional de mudança de clima, esquemas de incentivo para a redução de emissões de gases de efeito estufa associados à diminuição do desmatamento e à conservação florestal. Rubens Born, coordenador do Instituto Vitae Civilis e um dos coordenadores da Campanha TicTacTicTac, lembrou que restam poucos dias efetivos de negociação entre os diplomatas, mas os sinais oriundos dos EUA, da União Européia e do Brasil ainda estão longe das expectativas da sociedade para um acordo global ambicioso no enfrentamento do aquecimento global e dos impactos decorrentes.

No dia 14 pela tarde e dia 15 de setembro, foram realizadas sessões com integrantes do Grupo de Trabalho Mudanças Climáticas e demais GTs do FBOMS, assim como outras entidades e relevantes redes da sociedade civil, que resultou na elaboração de um documento com demandas para o Governo brasileiro na COP-15, nos cinco blocos temáticos da negociação: Visão compartilhada, mitigação, adaptação, transferência de tecnologias, recursos financeiros. As entidades pedem que o Governo brasileiro adote compromissos de redução de gases de efeito estufa mensuráveis, verificáveis e reportáveis, de acordo com a sua responsabilidade histórica e capacidade, demonstrando uma diminuição significativa em relação à trajetória das suas emissões habituais. O Brasil também deverá exigir incentivos fiscais e financeiros para tecnologias de adaptação, priorizando aquelas que sejam simples, de fácil acesso e aplicação, compatíveis com as realidades locais e dos povos e comunidades tradicionais. As entidades defendem, ainda, que a propriedade intelectual e as patentes não devem ser obstáculos para desenvolver e disseminar tecnologias que possam mitigar as mudanças climáticas ou promover a adaptação. Também pedem que o sistema de governança sobre qualquer fundo seja vinculado ao sistema das Nações Unidas e obedeça a princípios de participação, transparência e acesso à informação.

O evento fez parte das atividades da Campanha TicTacTicTac e foi realizado no dia anterior à participação de integrantes da iniciativa na Audiência Pública da Comissão Mista Permanente de Mudança do Clima do Congresso Nacional do dia 15. Na ocasião, Rubens Born apresentou o manifesto da Campanha e as expectativas da sociedade brasileira para a construção de um acordo justo e abrangente na COP-15.

Sobre a Campanha TicTacTicTac

Lançada no primeiro semestre de 2009, a Campanha Global de Ações pelo Clima batizada de Campanha TicTacTicTac no Brasil, visa mobilizar a opinião pública para apoiar processos de transformação e ação rápida para evitar mudanças climáticas perigosas, com um foco inicial num acordo justo e equitativo na COP-15. No Brasil, possui um Conselho Consultivo composto por uma grande variedade de personalidades e organizações representativas da sociedade brasileira, incluindo: Avaaz, Greenpeace, Idec, Oxfam, Vitae Civilis, WWF-BR.

Mais informações: www.fboms.org.br – www.vitaecivilis.org.br - www.tictactictac.org.br

As atividades da campanha global estão disponíveis no site http://tcktcktck.org